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Maestro Roberto Tibiriçá morre aos 72 anos em São Paulo

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Tibiriçá estava internado em São Paulo, em decorrência de um câncer.
Imagem referente a Maestro Roberto Tibiriçá morre aos 72 anos em São Paulo
© Klinsman Santana/Divulgação

Por CGN

Tibiriçá estava internado em São Paulo, em decorrência de um câncer. O velório ocorrrerá em São Paulo, em local a ser divulgado.

“Perdemos um grande maestro, mas seu legado permanecerá vivo em cada músico, em cada concerto e em cada pessoa que foi tocada por sua música.”

A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira lamentou, por meio das redes sociais, a morte do maestro. Em 1994, Roberto Tibiriçá assumiu a direção artística da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e, posteriormente, a regência titular da instituição musical.  

A última apresentação do maestro ocorreu em 16 de julho, em Londrina (PR), à frente da Orquestra Sinfônica do Paraná, no projeto Guaíra para Todos.
 

Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, ele comandou algumas das principais orquestras do Brasil e do exterior, como a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Entre 1984 e 1985, atuou como regente assistente no Teatro Nacional de São Carlos, na capital portuguesa.  

No Brasil, regeu instrumentistas e músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB); da Orquestra Sinfônica Petrobrás Pró Música; Sinfônica Heliópolis (Instituto Baccarelli) e ainda dirigiu as orquestras sinfônicas de Campinas, São Bernardo do Campo e Minas Gerais (2010 a 2013).

O artista participou de diversas edições do Projeto Aquarius, entre as quais a Missa Campal celebrada pelo Papa João Paulo II, no Aterro do Flamengo, em 1997, data da última viagem do pontífice ao país. Na ocasião, o público estimado foi de cerca de 2 milhões de pessoas.

Roberto Tibiriçá ainda fundou, no fim dos anos 1980, em São Paulo, a Orquestra Nova Filarmonia, que entre outros artistas acompanhou o cantor lírico (tenor) italiano, Luciano Pavarotti.

Em 1995, Roberto Tibiriçá foi eleito pela crítica especializada do Rio de Janeiro como o Músico do Ano e recebeu do Governo do Estado do Rio de Janeiro o Prêmio Estácio de Sá pelo seu trabalho com a Orquestra Sinfônica Brasileira. 

Em de março de 2003, virou titular da Cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Música e, desde 2018, era membro honorário da Academia Nacional de Música (ANM), no Rio de Janeiro. 

*Com informações do Centro Cultural Teatro Guaíra e da Orquestra Sinfônica Brasileira.

Fonte: Agência Brasil

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