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Polícia descarta abuso contra crianças em escola de Curitiba após investigação: “Em nenhum momento foram violentadas”

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A apuração começou depois que uma criança, de 4 anos, apresentou uma lesão na região anal e a família suspeitou que o ferimento tivesse ocorrido na unidade de ensino.
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Foto: PP News

Por Allan Machado

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) descartou a ocorrência de abuso contra crianças em uma escola municipal de Curitiba, após concluir a investigação sobre uma denúncia que mobilizou pais e autoridades nesta segunda-feira (28). 

A apuração começou depois que uma criança, de 4 anos, apresentou uma lesão na região anal e a família suspeitou que o ferimento tivesse ocorrido na unidade de ensino. A perícia, no entanto, não encontrou sinais de violência sexual.

Pais denunciaram suposto abuso em escola de Curitiba O caso ganhou repercussão quando pais se reuniram em frente à escola para cobrar respostas. Na ocasião, familiares relataram suspeitas envolvendo diferentes crianças e afirmaram que buscavam esclarecer o que havia acontecido. A PCPR havia informado que aguardava exames periciais para confirmar ou descartar a hipótese de crime. Segundo o delegado Rodrigo Rederde, responsável pela investigação, a polícia ouviu os pais da criança de quatro anos e também conversou com ela por meio de uma profissional especializada. Em nenhum desses momentos, conforme o delegado, houve relato de violência sexual.

“É uma situação extremamente grave, nós fizemos uma investigação profunda para chegar numa resolução. […] Os pais, em nenhum momento, reportaram que essa criança mencionou ter sido abusada sexualmente” afirmou.

De acordo com Rederde, a criança havia contado aos familiares que teria se machucado primeiro no portão da escola e depois no portão de casa. Como a lesão identificada não correspondia inicialmente ao relato, a polícia aprofundou a apuração. Perícia descarta abuso contra crianças em escola de Curitiba O laudo pericial realizado na criança de 4 anos não identificou violência sexual. O exame também não encontrou vestígios de sêmen, segundo a PCPR. “O laudo desse menino de quatro anos foi negativo, então isso é muito importante. A perita constatou que não houve violência sexual” explicou Rederde. A polícia também ouviu outras cinco crianças cujas famílias procuraram as autoridades após a repercussão do caso. De acordo com o delegado, nenhuma delas relatou ter sofrido violência sexual. “Nenhuma delas confirmou. Inclusive duas meninas com 6 anos de idade, com uma habilidade de raciocínio extremamente avançada, mencionaram que sabiam o que se trata uma violência e que se tivessem sido violentadas, teriam comentado com a mãe e com o pai. Então, crianças também afirmaram que em nenhum momento foram violentadas” disse o delegado Rederde.

Funcionários e inspetores da escola também foram ouvidos Além disso, mais de 20 pessoas foram ouvidas durante a investigação. Funcionários e inspetores da escola também prestaram depoimento e, segundo a PCPR, não apresentaram informações que indicassem alguma situação suspeita. A polícia analisou ainda as imagens das câmeras de segurança da escola. Conforme Rederde, os investigadores verificaram os registros dos dias apontados pela mãe como o período em que o menino poderia ter sofrido a suposta violência.

“Fizemos uma devassa nas imagens de segurança dessa escola e em nenhum momento encontramos algo que fugisse à rotina escolar” disse o delegado. Nem todas as câmeras abrangiam o espaço utilizado pela criança, mas a polícia analisou os equipamentos disponíveis para identificar a movimentação das pessoas que estavam no local.

A investigação também verificou os perfis em redes sociais e jogos online de servidores que haviam sido apontados pelos pais como possíveis suspeitos. De acordo com a PCPR, não foram encontradas informações que indicassem intenção de violência sexual ou pedofilia. Lesão existiu, mas não foi causada por abuso A PCPR confirmou que a criança apresentava uma lesão, mas destacou que o ferimento, por si só, não permite concluir que tenha ocorrido violência sexual. “A lesão existiu, existe nessa criança. No entanto, quem pode fazer essa análise quanto a uma violência sexual ou não, é o perito” afirmou Rederde.

Segundo o delegado, a perícia avaliou o caso de forma cuidadosa e concluiu que o ferimento não era compatível com violência sexual. Ele explicou que lesões em crianças podem ter diferentes causas, que precisam ser avaliadas de acordo com cada situação. “Muitas vezes por uma batida, um tombo, por também um mal-cuidado familiar ou escolar. Muitas vezes pela criança estar aprendendo a desfraldar e se limpar sozinha e não ter toda essa habilidade para se cuidar sozinha. São ‘n’ fatores” disse o delegado. Com o conjunto de depoimentos, exames periciais e análises realizadas, a polícia concluiu que não houve abuso contra crianças na escola de Curitiba investigada. PCPR orienta pais a procurar autoridades O delegado Rodrigo Rederde também criticou a decisão dos familiares de iniciar uma apuração paralela antes de procurar diretamente a polícia. Segundo ele, os responsáveis devem acionar as autoridades diante de qualquer suspeita de violência contra crianças. “As partes e as pessoas envolvidas primeiramente têm que procurar as autoridades. Isso não foi feito em nenhum momento, os pais iniciaram uma investigação de forma paralela, isso não é o correto” afirmou. De acordo com Rederde, uma investigação informal pode prejudicar a coleta de provas caso exista, de fato, um crime. Por isso, a orientação é procurar os órgãos responsáveis para que os procedimentos periciais e investigativos sejam realizados de maneira adequada. A PCPR informou que não encontrou elementos que confirmassem a denúncia de abuso na escola de Curitiba.

Fonte: Banda B

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