Idoso que foi espancado até a morte por ladrão de celular é identificado
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Por Allan Machado
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O que aconteceu com José de Paula Guimarães, de 81 anos, ainda é um mistério para a Polícia Civil de Umuarama. O idoso foi encontrado gravemente ferido, com um corte na cabeça e muito sangue, nas proximidades do Bosque dos Xetá, o Bosque do Índio, na tarde de domingo (27). Ele foi levado ao hospital em estado gravíssimo, mas não resistiu e teve a morte encefálica confirmada posteriormente.
E o caso ficou ainda mais intrigante por causa de alguns detalhes que surgiram durante o atendimento. José estava desorientado e não conseguiu explicar como havia se ferido. O chamado aos bombeiros inicialmente apontava para uma possível queda, mas a gravidade dos ferimentos fez com que a Polícia Militar fosse acionada.
Celular sumiu e apareceu no meio do bosque
Um dos principais pontos que deverão ser esclarecidos é o desaparecimento do celular da vítima. Segundo informações repassadas à PM, o aparelho teria emitido um sinal de localização dentro do Bosque dos Xetá cerca de duas horas depois de José ser encontrado ferido.
Policiais fizeram buscas pelo bosque durante a noite e avançaram pela madrugada, tentando localizar o aparelho. Porém, o celular não foi encontrado.
E não foi o único detalhe que chamou a atenção.
Homem com marcas de sangue estava perto da vítima
De acordo com o relato dos bombeiros, um homem estava próximo de José quando os socorristas chegaram e apresentava marcas de sangue. Questionado sobre a situação, ele afirmou que havia parado apenas para ajudar o idoso.
O homem deixou o local antes da chegada da Polícia Militar. O registro da ocorrência, até o momento, não aponta que ele tenha participado da agressão, mas a circunstância deverá ser esclarecida durante a investigação.
Polícia tenta descobrir o que aconteceu
A Polícia Civil instaurou um inquérito para descobrir como José ficou gravemente ferido e quem pode estar envolvido no caso. O celular desaparecido, o sinal registrado dentro do bosque e a presença do homem com marcas de sangue estão entre os elementos que deverão ser analisados.
Ainda não há confirmação de que o aparelho tenha sido roubado ou de que uma eventual tentativa de roubo tenha relação com a violência.
Agora, além da dor da perda, a família aguarda respostas. José morreu sem conseguir contar o que aconteceu, e caberá à investigação reconstruir os últimos momentos antes de ele ser encontrado ferido.
O corpo será encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Umuarama para os exames necessários. O laudo deverá auxiliar a Polícia Civil na investigação.
Fonte: Umuarama News