Testemunha revela detalhes de acidente que matou agente da Guarda Municipal na Tancredo Neves
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Por Isabella Chiaradia
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O grave acidente que terminou com a morte do agente Wando Moraes de Oliveira Branco da Guarda Municipal de Cascavel, na manhã deste domingo (27), na Avenida Tancredo Neves, foi presenciado por uma testemunha que estava nas proximidades do local.
Segundo o relato, três agentes seguiam de motocicleta pela via quando se depararam com três pessoas correndo na contramão, na pista destinada aos ônibus.
De acordo com a testemunha, os agentes teriam acionado as buzinas para alertar os corredores, que, segundo ela, não deixaram a pista. As três pessoas não participavam da corrida que acontecia na cidade e estariam apenas treinando no local.
Ainda conforme o relato, dois agentes conseguiram passar pelos corredores, enquanto o terceiro, que vinha logo atrás, teria feito um gesto com o braço para indicar que as pessoas deveriam deixar a pista. No momento em que retornou a atenção para a motocicleta, ele teria encostado na outra moto. Como os veículos estavam em deslocamento rápido, ocorreu a colisão.
A testemunha contou que um dos guardas foi lançado a uma distância considerável após a queda. Diante da gravidade da situação, ela se aproximou para tentar ajudar e acionou o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
“Eu fui lá, me ofereci para ajudar e fiz uma ligação para o 193. Passei o telefone para o guarda que estava no chão, porque eu não conseguia falar. Ele acabou explicando que o amigo dele estava inconsciente”, relatou.






Segundo a testemunha, tudo aconteceu em poucos instantes e causou grande impacto entre as pessoas que estavam no local. Ela também chamou atenção para a necessidade de maior cuidado por parte de quem utiliza as avenidas para praticar corrida.
“Foi tudo muito rápido. A gente vê como é muito rápido para acontecer uma tragédia. A morte chega muito rápido”, afirmou.
A testemunha ainda relatou que costuma observar atletas correndo na contramão em diferentes pontos de Cascavel, incluindo as avenidas Tancredo Neves e Brasil. Para ela, quando corredores percebem a aproximação de veículos de emergência, ônibus ou outros automóveis, é necessário deixar a pista livre.
“Se está vendo que está vindo algum carro de frente, uma ambulância, um carro da polícia, um ônibus, pula fora logo, dá espaço”, disse.