CGN - Últimas notícias de Cascavel, Paraná e Brasil
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Taxas de juros caem com alívio nas cotações do petróleo e expectativas para eleição

Publicado em

Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 cedeu de 13,561%, no ajuste anterior, a 13,550%.

Por Agência Estado

Os juros futuros encerraram o último pregão da semana com redução de prêmios, ajudados tanto pelo alívio no ambiente externo quanto pelo quadro político local. Os contratos de petróleo arrefeceram nesta sexta, refletindo relatos de que as conversas entre Estados Unidos e Irã avançaram para outro estágio, o que moderou as curvas globais. Já no cenário local, trackings do mercado seguem apontando bom posicionamento do senador Flávio Bolsonaro na disputa para a Presidência da República – o que é lido por parte do mercado como positivo, visando um ajuste fiscal mais expressivo em 2027.

Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 cedeu de 13,561%, no ajuste anterior, a 13,550%. O DI para janeiro de 2029 anotou baixa a 13,83%, vindo de 13,861%, e o para janeiro de 2031 caiu de 14,015% a 13,925%. No cômputo semanal, a curva a termo teve ligeira perda de inclinação, com a ponta curta e o miolo praticamente estáveis e recuo ao redor de 7 pontos-base no trecho longo.

Principal detrator das curvas de juros globais desde o início da guerra no Oriente Médio, o petróleo deu um dia de alívio aos ativos nesta sexta-feira. A commodity energética chegou a acelerar o ritmo de queda para 3% ao longo da tarde, em meio a relatos de que Washington e Teerã avançaram no diálogo e há na mesa a possibilidade de que o Estreito de Ormuz seja reaberto em um prazo de sete dias.

No fechamento da sessão regular, o barril do Brent para dezembro, que serve de referência para a Petrobras, caiu 2,77%, voltando a ficar abaixo do patamar psicológico de US$ 100 (US$ 97,44). O movimento foi acompanhado pelos vencimentos de 2 e 10 anos dos Treasuries, enquanto o título de 30 anos manteve leve alta, mas longe da máxima intradiária de 5,534%.

Para o diretor de investimentos da Azimut Brasil, Marco Mecchi, embora o ambiente global tenha contribuído com a redução dos prêmios dos DIs hoje, é possível afirmar que o mercado local de renda fixa tem mostrado correlação menor com o que acontece lá fora. Isso ocorre, em sua visão, devido a forças mais voltadas ao quadro interno, com destaque para as eleições no período recente.

“Apesar de todos os ruídos vistos no cenário eleitoral, e também de medidas do governo como o aumento do Bolsa Família e a proibição de bets, temos observado uma consistência grande nas pesquisas no sentido de alternância de poder, e isso tem afetado os juros”, diz Mecchi, referindo-se ao reajuste de 15% anunciado recentemente no valor do benefício, e à Medida Provisória que visa proibir plataformas de aposta no Brasil, prevista o início da noite, em São Paulo. “Na margem, o Flávio subiu nos trackings. Os dois Flávio e Lula estão colados”, apontou.

Um estrategista de uma grande instituição afirmou ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), em relação aos acompanhamentos do mercado para a corrida eleitoral, que “está tudo meio parado, mas na média e Flávio está um pouco na frente”, o que tem justificado o viés aplicador de fundos e tesourarias. Na leitura de parte do mercado, uma vitória da direita eleva as chances de uma consolidação fiscal mais austera em 2027, o que não deve ocorrer caso Lula seja reeleito.

Do lado dos dados, a alta de 0,70% do IPCA-15 este mês, divulgada na abertura dos negócios, superou o teto das estimativas do Projeções Broadcast, de 0,66%, mas provocou um repique apenas pontual nas taxas. As maiores surpresas altistas vieram em itens voláteis, como alimentação e energia, ao passo que núcleos e serviços seguiram pressionados, mas sem assustar.

Veja também

Notícias Mais Acessadas Agora

Notícias Mais Lidas