Cascavel tem nomes prontos: vote em quem é daqui
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Por Redação CGN
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Editorial – No editorial publicado nesta quinta-feira (24), convidamos o internauta a refletir sobre o nosso sistema eleitoral, sobre a democracia e sobre a forma como escolhemos quem nos representa. Defendemos uma ideia simples: quem quer chegar ao topo deveria antes passar pelas camadas de baixo e provar, na prática, que sabe fazer.
Hoje é justo mostrar que essa ideia não é abstrata. Cascavel tem candidatos na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados que construíram a carreira degrau por degrau. Alguns se destacam, mas não quer dizer que novos nomes não possam ser boas opções.
O ex-prefeito Leonaldo Paranhos, tem uma trajetória que expressa bem esse contexto de ter experiência, começou como vereador, foi vice-prefeito, deputado estadual por dois mandatos, prefeito de Cascavel por duas gestões e secretário de Estado do Turismo. Agora disputa uma vaga de deputado federal. O cascavelense já avaliou esse trabalho nas urnas: em 2020, Paranhos foi reeleito no primeiro turno com 71,72% dos votos válidos, o maior percentual entre as grandes cidades do Paraná naquela eleição.
O deputado estadual Marcio Pacheco também busca uma vaga no Congresso. Foi vereador e presidente da Câmara de Cascavel, cargo em que chegou a assumir interinamente a prefeitura, em 2014. Está no terceiro mandato na Assembleia Legislativa e disputou a Prefeitura de Cascavel, apresentando-se ao eleitor como alternativa para a cidade. É uma trajetória pública que o credencia para o próximo passo.
O vice-prefeito Henrique Mecabô representa uma geração mais nova, com uma base política construída no aprendizado. Estreou nas urnas em 2022, disputando uma vaga de deputado federal pelo Novo, e fez 27.651 votos, sem conseguir se eleger. Agora volta à disputa pelo mesmo partido, com a experiência de quem, como vice-prefeito, atua diretamente nas questões do município, em contato com a população.
Cascavel tem ainda nomes com passagem pelo Legislativo Federal, como Hermes Frangão Parcianello, Alfredo Kaefer e Evandro Roman. É um perfil diferente, mas com conhecimento de como funciona Brasília. Temos muitos outros candidatos, que não se destacaram neste editorial, mas não esqueça, podem ser opções.
Representar Cascavel em Brasília exige nomes prontos, que realmente se destaquem. Não queremos um deputado federal para cumprir tabela. Queremos alguém que possa, de fato, lutar pelos nossos interesses. Precisamos nos fazer representar para que as vontades da nossa cidade e da nossa região sejam respeitadas.
E aqui está o ponto central deste editorial: votar em quem é daqui é voto útil de verdade. Um deputado que mora na cidade, circula pelos mesmos bairros e cuja família convive com a nossa pode ser cobrado no dia seguinte à eleição, e não só quatro anos depois. Quem só aparece em Cascavel em época de campanha dificilmente vai estar aqui quando a cidade precisar de voz em Brasília.
Cada voto dado a um candidato de fora é uma cadeira a menos para o Oeste. E, com o sistema proporcional que explicamos ontem, o voto pulverizado em nomes sem ligação com a região ajuda a eleger quem nunca vai defender os interesses daqui.
Isso não dispensa o eleitor de fazer a lição de casa. Experiência inclui também o histórico. Antes de decidir, pesquise o que cada candidato fez nos cargos que ocupou, como votou, se teve contas rejeitadas ou responde a processos. Os dados estão no site do TSE e dos tribunais, e são públicos.
Cascavelense, não precisamos ir longe para encontrar nomes com experiência para representar a cidade e a região. Precisamos nos unir e eleger o maior número possível de candidatos locais. É assim que Cascavel vai continuar crescendo. Na hora de votar, escolha quem é daqui.