População reclama, mas mortes e acidentes com motos elétricas reforçam necessidade de fiscalização
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Por Fábio Wronski
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Infelizmente, Cascavel registrou mais um óbito envolvendo um adolescente e uma moto elétrica. O acidente aconteceu na noite de ontem, quarta-feira (23), no cruzamento das ruas Pio XII e Maranhão. O caso reforça a preocupação com a utilização dos veículos autopropelidos, que têm se envolvido em diversos acidentes de trânsito na Capital do Oeste.
Conforme dados da Transitar, autarquia de trânsito de Cascavel, desde 1º de janeiro até a data de hoje, foram registrados 51 sinistros com vítimas envolvendo esse tipo de veículo. Do total, 51,4% das vítimas são do sexo masculino e 48,6% do sexo feminino.
A população já tem ciência dos riscos relacionados ao uso de patinetes e motos elétricas, e muitos motoristas também vivenciam situações de risco no trânsito, precisando desviar, frear ou realizar manobras para evitar acidentes com usuários desses veículos.
Diante desse cenário, a Prefeitura de Cascavel, em conjunto com a Câmara de Vereadores e a Transitar, estabeleceu leis e normas com o objetivo de reduzir o número de acidentes e regulamentar a utilização dos veículos autopropelidos, diante de condutas consideradas irregulares ou de risco no trânsito.
Entre os dias 8 e 10 de setembro de 2026, durante a Operação Autopropelidos e Ciclomotores, 117 condutores foram abordados, com foco em orientação, fiscalização e segurança na circulação.
Durante a operação:
- 20 equipamentos foram removidos ao pátio, sendo 19 autopropelidos e um ciclomotor;
- 48 equipamentos apresentaram irregularidades que puderam ser sanadas no próprio local e foram liberados após a regularização;
- os demais condutores abordados estavam em situação regular e não precisaram sofrer medidas administrativas.
Mesmo com as ações de fiscalização e orientação, a atuação da Transitar também tem gerado reclamações de parte da população. Segundo o agente Marciel Camilo Vieira, o objetivo da autarquia não é arrecadar, mas preservar a segurança dos usuários.
“O pessoal acaba ficando bravo com a equipe, dizendo que a equipe quer arrecadar. Mas não é essa a intenção da Transitar. A intenção da Transitar é prezar pela saúde e pela vida dos condutores”, afirmou Camilo.
A morte do jovem de 17 anos, registrada na noite de quarta-feira, volta a chamar a atenção para a necessidade de conscientização de motoristas e usuários de veículos autopropelidos.
Diante da tragédia, a autarquia de trânsito reforçou as ações de fiscalização, que também têm como objetivo orientar e cobrar dos usuários a adoção de medidas de segurança, como a direção defensiva, o uso do capacete e o cumprimento das normas de trânsito.
“Hoje a gente tá fazendo uma operação presença aqui no calçadão sobre os autopropelidos. Mesmo diante de tantos sinistros que estão acontecendo, inclusive com óbito, o pessoal ainda insiste em não usar o capacete, sendo que o capacete é para a segurança do próprio condutor.”
Para a Transitar, o combate às irregularidades envolvendo veículos autopropelidos também está relacionado à saúde pública, já que as vítimas de acidentes precisam de atendimento médico e podem aumentar a demanda sobre o sistema de saúde.
“Até porque quando acontece um sinistro, uma situação dessa, é um caso de saúde pública. Por quê? Porque o sinistrado acaba indo para o hospital, acaba passando na frente de quem tá lá aguardando uma cirurgia eletiva há anos já”, destacou Camilo.
Conforme a Transitar, os levantamentos mostram que a idade média das vítimas ficou próxima dos 30 anos. No entanto, 16 anos foi a idade que apareceu com maior frequência nos registros analisados.
Diante disso, pais e responsáveis também têm papel importante na conscientização dos adolescentes, cobrando o uso correto dos equipamentos e uma conduta responsável no trânsito.
“A Transitar tá intensificando cada vez mais a fiscalização, e os pais também têm que ser conscientes. Os pais, os responsáveis, serem conscientes e orientar os filhos sobre a forma de circulação e conduta na via. Até porque é pra evitar andar na contramão, manter as luzes acesas, evitar o excesso de velocidade e usar o capacete.”