Médico relata falhas em Nissan Frontier e fecha acordo de R$ 380,9 mil em Cascavel

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Caminhonete apresentou falhas no sistema de ARLA 32, alertas de bloqueio do motor e levou a Justiça a determinar o fornecimento de carro reserva.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Redação CGN

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Não é a primeira vez, neste ano, que uma situação envolvendo a Nissan e a concessionária Bonsai Motors, em Cascavel, termina na Justiça. Em 22 de julho, a CGN mostrou o caso de uma consumidora que teve o carro parado porque uma peça necessária para o conserto não estava disponível. Na ocasião, a Justiça determinou que a concessionária, a Nissan do Brasil e a seguradora adotassem providências para conseguir a peça e concluir o reparo.

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Agora, menos de dois meses depois, outro caso envolvendo a marca e a concessionária chama atenção. Desta vez, o proprietário é um médico de Cascavel que relatou falhas repetidas em uma Nissan Frontier 2022/2023, com alertas no painel e até uma contagem regressiva para o bloqueio do motor. A disputa avançou até um acordo que prevê R$ 380,9 mil em pagamentos pela Nissan.

Nos dois episódios, os problemas são diferentes. No primeiro, a discussão era a demora na obtenção de uma peça para um veículo que estava parado. No caso da Frontier, o proprietário relatou falhas recorrentes no sistema de ARLA 32 mesmo após passagens pela assistência técnica. O ponto em comum é que ambos os consumidores recorreram à Justiça após problemas relacionados a veículos atendidos em Cascavel.

Nissan Frontier

A caminhonete, uma Frontier 4×4 2.3 BiTurbo, ano/modelo 2022/2023, estava dentro do período de garantia quando, segundo o médico, passou a apresentar falhas repetidas relacionadas ao sistema de injeção de ARLA 32. O problema levou o proprietário a procurar assistência técnica várias vezes e, meses depois, terminou em um acordo que prevê R$ 380,9 mil em pagamentos pela Nissan.

O proprietário como trabalha em plantões e atendimentos de emergência, usa o veículo nos deslocamentos profissionais. Com os alertas aparecendo no painel e a possibilidade de bloqueio do motor, ele passou a temer ficar parado durante uma viagem ou a caminho do trabalho.

Problema voltava a aparecer

O médico relatou que levou a Frontier diversas vezes à concessionária.

Nessas passagens pela oficina, teriam sido realizados procedimentos como “resets” e reprogramações de software. Mesmo assim, segundo ele, os alertas voltavam a aparecer.

A documentação apresentada no processo inclui ordens de serviço, comprovantes de revisões e fotografias do painel mostrando os avisos e a contagem regressiva. Ao analisar o caso no início de abril, a Justiça considerou que havia sinais de um problema recorrente e de que, até aquele momento, não havia sido apresentada uma solução definitiva.

A preocupação não era apenas com o funcionamento da caminhonete. O proprietário também relatou receio de perda de potência ou de uma pane durante deslocamentos por rodovias.

Justiça mandou fornecer outro carro

Diante da situação, a Justiça determinou que a Nissan e a Bonsai Motors disponibilizassem ao médico um veículo reserva de categoria igual ou equivalente à Frontier.

As empresas receberam prazo de cinco dias para cumprir a determinação. A decisão também fixou multa diária de R$ 1 mil, inicialmente limitada a 30 dias, caso o carro reserva não fosse fornecido.

A disputa continuou.

Mais tarde, o consumidor afirmou que o veículo reserva teria sido disponibilizado de forma tardia e parcial. Com base nisso, pediu o pagamento das multas e calculou o valor em R$ 48 mil.

A Bonsai Motors apresentou uma versão diferente. A concessionária afirmou que tomou as providências necessárias e que entrou em contato para viabilizar a retirada do veículo. Segundo a empresa, a retirada não teria ocorrido imediatamente por uma impossibilidade informada pelo próprio consumidor.

Esse ponto permaneceu em discussão entre as partes.

Acordo colocou R$ 314 mil diretamente para o consumidor

Depois das manifestações e recursos apresentados durante o processo, as partes chegaram a um acordo para encerrar a disputa.

Pela minuta apresentada à Justiça, a Bonsai Motors se comprometeu a adquirir o veículo por R$ 130 mil, valor que seria revertido à Nissan. O documento também menciona a quitação de aproximadamente R$ 36,8 mil do financiamento junto ao Banco RCI.

Já a Nissan assumiu o compromisso de pagar R$ 380.900.

Do total, R$ 36.851,01 seriam destinados à quitação do contrato de financiamento, R$ 30 mil ao advogado do consumidor e R$ 314.048,99 diretamente ao proprietário da Frontier.

Acordo ainda precisa ser homologado

A disputa, porém, não terminou imediatamente.

Ao analisar a minuta, a Justiça encontrou um problema na forma como o documento havia sido assinado eletronicamente e determinou que ele fosse apresentado novamente com uma assinatura considerada válida.

As partes também deveriam informar se os pagamentos e demais compromissos previstos no acordo já haviam sido cumpridos. Depois disso, o caso voltaria para análise da juíza.

Nota editorial: Cabe destacar que a existência da ação e o acordo não significam reconhecimento de culpa por parte das empresas envolvidas. As falhas foram relatadas pelo consumidor e analisadas pela Justiça durante o andamento do processo. A CGN mantém o espaço aberto para manifestação da Nissan do Brasil, da Bonsai Motors, do Banco RCI Brasil, do consumidor e dos demais envolvidos, caso queiram apresentar esclarecimentos.

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