TSE suspende campanha de Deltan ao Senado no Paraná; Moro e Filipe Barros criticam decisão
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Por Redação CGN
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O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão dos atos de campanha de Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado pelo Paraná. Após a decisão, Sergio Moro (PL), Filipe Barros (PL) e o próprio Deltan divulgaram um vídeo criticando a medida. A defesa do candidato informou que recorrerá.
A liminar impede Deltan de realizar atos de campanha, utilizar recursos públicos destinados à campanha, participar da propaganda eleitoral gratuita e comparecer a debates enquanto o recurso que questiona o registro da candidatura é analisado.
A medida foi concedida após pedido da Coligação Paraná para Todos e da Federação Brasil da Esperança. A Coligação Paraná para Todos é a aliança partidária que apoia a candidatura de Requião Filho (PDT) ao governo do Paraná nas eleições de 2026, contando com o suporte do PT e aliados. O caso chegou ao TSE depois de o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deferir, por 4 votos a 3, o registro da candidatura de Deltan ao Senado em julgamento realizado em 8 de setembro.
Moro e Filipe Barros criticam liminar
No vídeo, Sergio Moro manifestou solidariedade a Deltan e classificou a decisão como injusta. Ele também defendeu que a população paranaense tenha a possibilidade de escolher seus representantes nas urnas.
Moro citou ainda o desempenho de Deltan nas pesquisas eleitorais. No levantamento Paraná Pesquisas divulgado na sexta-feira (18), Deltan aparece numericamente à frente, com 31,6% das intenções de voto, seguido por Alexandre Curi (Republicanos), com 30,4%. Como a margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. Filipe Barros aparece com 26,3% e Gleisi Hoffmann (PT), com 25,9%.
Filipe Barros também criticou a decisão e disse que o grupo foi surpreendido pela medida durante uma agenda conjunta de campanha. O parlamentar acusou o PT de tentar retirar Deltan da disputa pela via judicial.
A afirmação é uma manifestação política de Barros. A ação que levou à liminar foi apresentada pela Coligação Paraná para Todos e pela Federação Brasil da Esperança.
Deltan afirma que vai recorrer
Ao responder aos aliados, Deltan agradeceu as manifestações de apoio e afirmou que pretende recorrer da decisão.
“Perdemos uma batalha, mas nós temos grandes guerras para lutar juntos”, declarou.
Deltan também relatou uma conversa que teria tido com o pai antes de deixar o Ministério Público e afirmou que continuará a enfrentar judicialmente a decisão.
“Essa é uma luta que vale a pena ser lutada pelos nossos filhos, pelos nossos pais, pelas nossas famílias e pelo nosso amanhã. E eu vou lutar essa luta, com as nossas armas jurídicas, recorrendo”, disse.
O candidato ainda afirmou que, diante das restrições impostas pela liminar, não poderá continuar realizando sua campanha enquanto a medida estiver em vigor.
Disputa judicial sobre a candidatura
A controvérsia atual tem origem na decisão do TSE que, em maio de 2023, cassou por unanimidade o registro da candidatura de Deltan a deputado federal nas eleições de 2022. Na ocasião, o Tribunal entendeu que a exoneração dele do Ministério Público Federal ocorreu quando havia procedimentos administrativos pendentes e aplicou dispositivo da Lei da Ficha Limpa.
Em setembro de 2026, porém, o TRE-PR deferiu o novo registro de Deltan para a disputa ao Senado. O resultado foi de 4 votos a 3. A decisão foi contestada e o caso chegou novamente ao TSE.
Ao conceder a liminar, Floriano de Azevedo Marques apontou entendimento de que a decisão do tribunal paranaense contrariaria precedente do TSE sobre o caso. A defesa de Deltan discorda da interpretação e anunciou que buscará a reversão da medida.
O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado em 4 de outubro.