Campanha da Converse All Star causa revolta por supostas referências racistas
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Por Isabella Chiaradia
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A campanha publicitária da All Star, marca da Converse, gerou repercussão nas redes sociais e levantou debates entre internautas. A discussão envolve a forma como a empresa apresentou sua mensagem publicitária e as interpretações do público sobre o conteúdo divulgado.
Imagens são associadas a símbolos racistas e marca pede desculpas
A polêmica ganhou força em setembro de 2026, após internautas identificarem possíveis referências à Ku Klux Klan (KKK) e a cenas de linchamento de pessoas negras em peças publicitárias da marca. As associações foram feitas principalmente pela composição das imagens, que apresentavam elementos visuais interpretados como símbolos de violência racial.
Uma das peças publicitárias promovia os modelos Chuck 70 X e Run Star Crush e era estrelada por Karina, integrante do grupo de K-pop AESPA. Na fotografia, a artista aparece usando uma saia branca, sob uma iluminação em formato de estrela, enquanto segura um par de tênis pretos. Segundo as críticas publicadas nas redes sociais, o enquadramento e a iluminação criaram uma silhueta semelhante ao capuz pontudo associado à KKK, enquanto os calçados foram relacionados a imagens de enforcamento.
Outra imagem que também passou a ser compartilhada mostrava modelos utilizando uma escada para alcançar tênis pendurados em um galho de árvore. A composição foi apontada por usuários como uma referência adicional a cenas de linchamento, ampliando a repercussão negativa da campanha.
Converse retira imagens e se manifesta
Diante da repercussão, a Converse retirou as peças de alguns de seus canais digitais e publicou um pedido de desculpas. Em declaração divulgada ao The Washington Post, a empresa reconheceu que as imagens causaram sofrimento e afirmou que a campanha não deveria ter acontecido daquela forma. A marca também informou que trabalhava para remover o conteúdo de todos os locais em que havia sido publicado.
A situação provocou discussões sobre responsabilidade na publicidade, representação racial e os limites da linguagem visual utilizada por grandes marcas.
Com informações: The Washington Post e Los Angeles Times