Alvo do GAECO, candidata do Missão Mari Mazzon fala que está sendo perseguida
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Por Fábio Wronski
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Mariane Aparecida Mazzon, conhecida como Mari Mazzon SOS 4 Patas e candidata a deputada estadual, se manifestou publicamente após ser alvo da Operação Resgate, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e Ministério Público do Paraná, na manhã desta quinta-feira (17), em Campo Largo e Curitiba. A ação investiga suspeitas de desvio de recursos, lavagem de dinheiro e crimes contra a economia popular envolvendo uma ONG de proteção animal.
Segundo o Ministério Público, as investigações apontam que membros da diretoria e do conselho fiscal da ONG SOS 4 Patas, em Campo Largo, seriam do mesmo núcleo familiar. O órgão apura se parte dos valores arrecadados por doações e sorteios foi desviada para contas pessoais, totalizando cerca de R$ 1,6 milhão. Também há suspeita de confusão patrimonial, uso de recursos da ONG para despesas pessoais, lavagem de capitais e fraudes em sorteios.
Durante a operação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados à ONG em Campo Largo e Curitiba. A Justiça determinou ainda o bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 1,6 milhão e a suspensão imediata das atividades de captação de recursos por meio de sorteios, bingos e rifas.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Mariane Mazzon afirmou que a ONG sempre colaborou com as investigações e negou qualquer irregularidade. “Faltando 17 dias para a eleição, o Gaeco bateu na minha porta e eu tive que ouvir. Procuraram dinheiro e possíveis provas de desvio de recursos destinados aos animais. Mas isso não começou hoje. Em 2024 me recusei a apoiar certos candidatos e denunciei desvio de verba que seria destinada ao Instituto. Depois disso, passei a receber ataques e ameaças”, declarou.
Ela relatou que o Instituto enviou todos os documentos solicitados pelo Ministério Público e que, mesmo assim, não teve acesso completo ao processo. “Já era uma preocupação nossa que iríamos a isso durante a minha campanha. O Instituto tem tudo legalizado. Mandamos todas as provas, documentos, extratos bancários, tudo”, afirmou.
Mariane também destacou o impacto da operação sobre o trabalho de proteção animal: “Hoje o Instituto tem mais de 600 animais, mas há muitos outros sofrendo nas ruas. Essas pessoas estão prejudicando os animais e não a mim. Se acham que iam me calar, conseguiram o contrário. Mexeram com os animais, agora vão ter que me aguentar”, concluiu.
O processo segue em segredo de justiça. Até o momento, a defesa dos investigados não se manifestou oficialmente. O espaço permanece aberto para novos posicionamentos.