Gaeco cumpre mandados em operação contra candidata da causa animal, Mari Mazzon
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Por Diego Kruger
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Criocruzado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou a Operação Resgate para apurar suspeitas de irregularidades na gestão e destinação de recursos voltados à proteção animal. A ação teve como alvo principal a candidata a deputada estadual Mariane Aparecida Mazzon, conhecida como Mari Mazzon SOS 4 Patas, além de pessoas e empresas ligadas a ela.
As investigações são conduzidas sob a autorização da Dra. Ana Cláudia de Lima Cruvinel, Juíza de Garantias da Vara Criminal de Campo Largo. Apesar das buscas, as fiscalizações nos abrigos associados à ONG demonstraram que os animais estavam bem cuidados. No canil principal do Instituto SOS 4 Patas, no Bairro Salgadinho, as equipes policiais constataram que os 230 cães abrigados encontravam-se organizados e separados por idade e estado de saúde. Situação semelhante foi registrada em um hotel pet no Bairro Itaqui, que abrigava mais de 110 animais resgatados, onde também não foram identificados indícios de maus-tratos.
Criptoativos, celulares e documentos são apreendidos nos endereços
Durante os cumprimentos das ordens judiciais de busca e apreensão, os agentes do Gaeco arrecadaram diversos materiais para instruir o processo. Na residência de Mariane, localizada na Rua Generoso Marques, no Centro de Campo Largo, foram apreendidos um aparelho iPhone 17 Pro, documentos administrativos da ONG SOS 4 Patas e um veículo Hyundai HB20 pertencente à investigada.
No mesmo endereço, a equipe cumpriu mandado contra um advogado que acompanhou a ação ao lado de um representante da OAB/PR e de um promotor de Justiça. No local, os policiais apreenderam outro smartphone, três carteiras físicas de criptoativos (hard wallets) e realizaram a cópia de duas pastas de documentos armazenadas na nuvem do Google Drive.
Diligências adicionais também foram efetuadas no Bairro Rivabem em endereços vinculados a familiares e à empresa M Mazzon Serviços. Todo o material recolhido pelas equipes do Gaeco de Ponta Grossa e Maringá foi encaminhado à sede do núcleo em Curitiba, onde passará por perícia para dar continuidade às investigações.
A CGN não localizou o advogado da parte citada; contudo, o espaço segue aberto para manifestação das partes envolvidas.