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Greve nos Correios ganha força em Cascavel e entregas devem sofrer severos atrasos

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A equipe de reportagem da CGN foi de atrás de como essa situação ficará em Cascavel.
Imagem referente a Greve nos Correios ganha força em Cascavel e entregas devem sofrer severos atrasos
© Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Por Diego Kruger

Atualizado em

A paralisação dos trabalhadores dos Correios está ganhando adesão diária em Cascavel e em todo o Paraná. O movimento, focado principalmente nos setores de distribuição, triagem e atendimento, já começa a impactar diretamente o fluxo de entregas de encomendas e correspondências na região Oeste do estado.

A equipe de reportagem da CGN foi de atrás de como essa situação ficará em Cascavel. De acordo com Presidente do Sintcom-PR – Sindicato dos trabalhadores de Correios do Paraná – Elisabete Ortiz, o movimento grevista é parcial no momento, mas tem uma tendência clara de expansão na cidade.

“Em Cascavel, como no restante do Paraná, nós temos adesão na greve também. Por enquanto é parcial, mas o movimento está crescendo dia após dia. A gente, como sindicato e instituição, está conversando com todos os trabalhadores para aderir ao movimento. Então, provavelmente a partir de amanhã (terça-feira, 15), mais trabalhadores devem aderir também em Cascavel.”

A Presidente ressalta que o setor de distribuição é um dos mais afetados localmente e alerta que o quadro de funcionários, que já era insuficiente, sofreu nova redução.

“Hoje a gente já tem uma quantidade grande de trabalhadores que estão parados com os braços cruzados em Cascavel, mais no setor de entrega, na distribuição, então são mais os carteiros. Os trabalhadores das agências de atendimento estão totalmente reduzidos, tanto porque a gente já tinha um quadro muito deficitário em Cascavel e agora esses trabalhadores também estão sendo encaminhados para outras unidades que estão em greve para dar apoio.”

Impacto no envio e recebimento de mercadorias

A paralisação nas grandes metrópoles e centros de triagem espalhados pelo país agrava ainda mais o desabastecimento de cartas e pacotes que chegam a Cascavel.

“Isso deve impactar com certeza na distribuição. Vai ter um impacto grande tanto na coleta quanto na distribuição das encomendas e correspondências, até porque a carga que chega em Cascavel para ser entregue vem de Curitiba e de grandes metrópoles como São Paulo, Belo Horizonte e Distrito Federal. Essa carga está parada. Já está chegando reduzido em Cascavel e quando chega aqui, grande parte dos trabalhadores aderiu à greve, então está impactando bastante.”

A categoria protesta contra a retirada de direitos no Acordo Coletivo 2026/2027, alterações no plano de saúde e congelamento de benefícios. O impasse segue sem solução e aguarda audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

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