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Candidata ao Senado, Cristina Graeml defende municipalismo, revisão tributária e infraestrutura para o interior

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Candidata ao Senado, Cristina Graeml defende municipalismo, revisão tributária e infraestrutura para o interior

Por Luiz Haab

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Em entrevista ao Estúdio CGN, a candidata ao Senado pelo PSD do Paraná, Cristina Graeml, apresentou uma agenda voltada à representação do interior do Estado em Brasília, com ênfase em infraestrutura, desenvolvimento econômico, descentralização de recursos e maior aproximação com prefeitos e lideranças municipais.

Jornalista com 36 anos de carreira, Graeml afirmou que sua eventual atuação no Senado terá como uma das prioridades o chamado municipalismo, conceito que, segundo ela, orientou sua pré-campanha. A candidata disse ter percorrido 122 cidades paranaenses e conversado com mais de 200 prefeitos ao longo de aproximadamente um ano e meio.

A estratégia, segundo Graeml, é fazer com que demandas de municípios como Cascavel e de outras cidades do Oeste tenham maior peso nas discussões federais.

“Pretendo ser uma senadora municipalista que bem represente o nosso Estado em Brasília.”

Rodovias e ferrovias no centro da agenda para o Oeste

Ao ser questionada especificamente sobre Cascavel e a realidade do interior, a candidata colocou a infraestrutura logística entre as principais prioridades. Ela destacou o peso do agronegócio paranaense e defendeu maior atenção às rodovias federais e à expansão do transporte ferroviário.

Na avaliação de Graeml, problemas relacionados à conservação e à estrutura das rodovias federais precisam ser cobrados do governo federal, enquanto o Senado deve exercer sua função de fiscalização.

“As grandes estradas que ligam um estado ao outro são federais. Então, quando a gente reclama de pedágio, quando a gente reclama de estrada mal conservada, é governo federal que está falhando.”

A candidata também defendeu a ampliação da malha ferroviária como forma de melhorar o escoamento da produção e aumentar a eficiência logística do Estado.

“O Paraná precisa avançar, o Brasil precisa avançar para um novo modal.”

Para Graeml, a questão não envolve apenas a competitividade do agronegócio. Ela relacionou os investimentos em infraestrutura também à mobilidade da população do interior, especialmente trabalhadores que se deslocam diariamente entre municípios.

“A gente precisa melhorar a qualidade de modais de escoamento de safra e do modal rodoviário.”

Mais recursos para o Paraná

Outro ponto levantado pela candidata foi a relação entre o volume de impostos arrecadados no Estado e os recursos que retornam ao Paraná por meio da União.

Graeml afirmou que pretende atuar para ampliar a participação do Paraná nas decisões federais e evitar que recursos arrecadados no Estado deixem de retornar na proporção que, segundo ela, seria necessária.

“A gente precisa estar conectado para entender as demandas de cada região e depois bem representar o Estado lá para não permitir também que o dinheiro dos impostos dos paranaenses não volte para cá.”

A declaração ganha relevância para municípios do Oeste, cuja economia possui forte presença do agronegócio, das cooperativas e da indústria de transformação de alimentos.

Reforma tributária: candidata promete revisão

Na área econômica, Cristina Graeml fez críticas à reforma tributária aprovada pelo Congresso e implementada durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A candidata afirmou que, caso eleita, defenderá uma revisão das mudanças tributárias. Para ela, uma reforma deveria combinar redução da carga de impostos, simplificação do sistema e descentralização dos recursos.

“A reforma tributária, que eu chamo de deforma, que foi feita no governo Lula com Haddad, vai precisar necessariamente ser revista.”

Segundo Graeml, a concentração de recursos em Brasília prejudica especialmente os municípios, que acabam dependendo de transferências e articulações políticas para viabilizar investimentos.

“Eles centralizaram ainda mais os recursos que são arrecadados em impostos em Brasília.”

A candidata também relacionou a questão tributária à capacidade de atração de empresas para o interior, tema particularmente sensível em regiões próximas à fronteira com o Paraguai.

Para ela, um ambiente de menor carga tributária e maior previsibilidade poderia favorecer a instalação e permanência de empresas no Oeste.

Emprego e escala 6×1

Um dos momentos de maior contundência da entrevista ocorreu quando Graeml foi questionada sobre a discussão em torno do fim da escala de trabalho 6×1.

A candidata afirmou ser favorável ao descanso dos trabalhadores, mas argumentou que mudanças na jornada precisam considerar a realidade financeira de micro e pequenas empresas, que, segundo ela, são importantes empregadoras.

“Eu quero que o trabalhador tenha descanso, mas para ele descansar ele precisa ter trabalho.”

Graeml criticou o que considera uma abordagem populista do tema e defendeu que as condições de trabalho sejam negociadas entre empregados e empregadores, com participação sindical quando necessário.

“Você prefere descansar um dia e meio, como é hoje, na escala 6 por 1 que eles estão querendo terminar, ou você prefere descansar os sete dias da semana mas não ter nem comida na mesa?”

Para a candidata, uma eventual mudança geral na jornada poderia elevar custos de pequenos negócios, especialmente estabelecimentos que precisam funcionar todos os dias.

“O empregado discutir livremente com o seu patrão” é, segundo ela, uma alternativa mais adequada do que uma regra uniforme para todas as categorias.

Privatizações e serviços públicos

Cristina Graeml também defendeu uma agenda de desestatização para empresas federais. Entre os exemplos citados durante a entrevista estão os Correios e a Petrobras.

“Eu sou a favor da privatização, inclusive da Petrobras. Isso precisa pelo menos começar a ser discutido.”

A candidata, porém, fez uma ressalva ao defender que setores essenciais sejam analisados de maneira diferente. Educação, saúde e segurança pública, por exemplo, não deveriam, em sua avaliação, ser simplesmente transferidos integralmente à iniciativa privada.

Ao ser questionada sobre os problemas de abastecimento de água e energia relatados em Cascavel e sobre a situação da Copel e da Sanepar, Graeml preferiu não avançar em uma avaliação específica. Argumentou que essas empresas são estaduais e atribuiu ao candidato ao governo Sandro Alex a discussão mais detalhada sobre o tema.

Conservadorismo e defesa das liberdades

A candidata também reafirmou seu posicionamento político conservador e liberal na economia. Entre as bandeiras mencionadas estão a defesa da propriedade privada, da livre iniciativa, da família e de maior liberdade para os cidadãos.

Graeml afirmou ainda ser favorável ao homeschooling e criticou uma eventual ampliação da interferência estatal na educação dos filhos.

“A educação vem de casa.”

Na avaliação da candidata, parte dessas pautas está relacionada à necessidade de reforçar direitos e garantias que, segundo ela, já estão previstos na Constituição.

STF e o papel do Senado

Embora a entrevista tenha abordado questões diretamente relacionadas ao cotidiano do interior, como estradas, impostos, emprego e desenvolvimento regional, Graeml também colocou a relação entre os Poderes como uma das prioridades de sua eventual atuação parlamentar.

Ela afirmou que considera necessária uma reação do Senado ao que classifica como avanço do Judiciário sobre as atribuições dos demais Poderes.

“Os novos senadores vão ter uma missão nacional, que é restabelecer o Estado de Direito.”

A candidata defendeu ainda mudanças institucionais e citou reformas política, administrativa e do Judiciário como temas que, em sua visão, deverão ser enfrentados pelo Congresso Nacional.

Uma candidatura que tenta conectar Brasília ao interior

Ao longo da entrevista, Cristina Graeml procurou associar sua candidatura a uma proposta de maior presença do Paraná nas decisões federais. Para Cascavel e o Oeste, os principais pontos apresentados foram a defesa de investimentos em rodovias e ferrovias, melhoria da logística, revisão do sistema tributário, descentralização de recursos e estímulo à instalação de empresas e à geração de empregos.

A candidata também buscou diferenciar sua atuação parlamentar pretendida de uma representação exclusivamente concentrada na capital.

“Por isso que eu fiz questão de rodar o Paraná por um ano e meio, de conversar com os prefeitos.”

Ao final, Graeml reforçou sua identidade política e pediu aos eleitores que avaliem os candidatos ao Senado considerando a capacidade de representação do Estado e de suas diferentes regiões.

Na eleição deste ano, os paranaenses escolherão dois senadores, e a disputa pela representação do Estado no Congresso deverá colocar em confronto diferentes visões sobre economia, papel do Estado, infraestrutura, políticas sociais e relação entre os Poderes.

Para Graeml, a síntese de sua candidatura está na combinação entre uma agenda econômica liberal, posicionamento conservador em temas de costumes e uma promessa de maior articulação política entre Brasília e os municípios paranaenses.

Resumo do que aconteceu

Por que o registro de candidatura de Pablo Marçal à presidência foi rejeitado pelo TSE em 2026?
R: O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou por unanimidade o registro de candidatura de Pablo Marçal à presidência da República em 11 de setembro de 2026 porque ele está inelegível até 2032 devido a uma condenação por ofertar gravações de vídeos para vereadores e prefeitos em troca de doações em dinheiro nas eleições municipais de 2024. Além disso, o Ministério Público Federal apontou que Marçal não estava filiado ao PRTB no prazo legal, estando filiado ao União Brasil quando terminou a janela partidária.
O que motivou o indeferimento da candidatura de Anthony Garotinho ao governo do Rio de Janeiro?
R: O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) indeferiu, por unanimidade, em 11 de setembro de 2026, o registro de candidatura de Anthony Garotinho ao governo do estado devido a uma condenação por ato doloso de improbidade administrativa, com dano ao erário e enriquecimento ilícito de terceiros, ocorrida em 2018. A decisão aplica a Lei da Ficha Limpa, que torna inelegíveis por oito anos pessoas condenadas por órgão colegiado nesses casos.
Anthony Garotinho ainda pode concorrer nas eleições de 2026 após a decisão do TRE-RJ?
R: Apesar do indeferimento do registro de candidatura pelo TRE-RJ, Anthony Garotinho afirmou que continuará sua campanha eleitoral. No entanto, a decisão do tribunal pode ser contestada por meio de recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Como a Justiça Eleitoral tem buscado se aproximar dos povos indígenas em 2026?
R: Em 11 de setembro de 2026, uma comitiva da Justiça Eleitoral, incluindo o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, visitou a terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, para realizar ações como capacitação de mulheres indígenas sobre como votar, ouvir demandas das comunidades e entregar computadores e materiais informativos em língua Macuxi. Essas iniciativas visam aproximar os serviços eleitorais da realidade das aldeias e garantir o exercício do direito de voto com liberdade e dignidade.
Quem são os principais povos indígenas da Raposa Serra do Sol e qual a relevância desse território nas eleições?
R: Na Raposa Serra do Sol vivem os povos Macuxi, Wapichana, Ingarikó, Taurepang e Patamona. Roraima é considerado o estado mais indígena do Brasil, com cerca de 15% da população pertencente a alguma etnia, segundo o Censo 2022 do IBGE. As eleições de 2026 registram o maior número de candidaturas indígenas já vistas no país.
Quais são as principais datas das eleições de 2026 no Brasil?
R: O primeiro turno das eleições de 2026 ocorrerá em 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, dois senadores por unidade da federação e o presidente da República. O segundo turno, se necessário, está marcado para 25 de outubro.
Por que as aulas foram suspensas no Distrito Federal antes das eleições de 2026?
R: O governo do Distrito Federal decidiu suspender as aulas das redes pública e privada nas sextas-feiras que antecedem o primeiro e o segundo turno das eleições (2 e 23 de outubro de 2026). A medida visa facilitar a logística eleitoral, já que muitas escolas funcionam como zonas eleitorais e precisam receber as urnas eletrônicas antecipadamente.
O que revelou o levantamento sobre o uso de inteligência artificial por candidatos nas eleições de 2026?
R: Um levantamento do Observatório Lupa apontou que pelo menos 37 conteúdos foram gerados com inteligência artificial (IA) e publicados nas contas oficiais de candidatos em redes sociais entre 16 e 26 de agosto de 2026, sem qualquer identificação de manipulação digital. A maioria desses conteúdos era deepfake, e os principais alvos foram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Quais são as regras do TSE sobre o uso de inteligência artificial nas eleições de 2026?
R: Em março de 2026, o TSE aprovou restrições ao uso de inteligência artificial nas eleições, proibindo modificações com imagem e voz de candidatos ou pessoas públicas sem aviso, e determinou que provedores de internet podem ser responsabilizados se não retirarem perfis falsos e postagens ilegais.
Quais são as principais demandas dos moradores de favelas do Rio de Janeiro para as eleições de 2026?
R: Os moradores de favelas do Rio de Janeiro priorizam propostas para educação, mobilidade urbana, saúde, cultura, lazer, emprego e renda, além de políticas para crianças com deficiência, enfrentamento ao racismo e políticas públicas para juventude. Eles também demandam participação social e políticas de segurança que vão além do aumento do policiamento.
Como a violência e a ausência do Estado afetam a vida nas favelas do Rio segundo os relatos de moradores?
R: Moradores relatam que a ausência do Estado se reflete em dificuldades de acesso a serviços públicos, precariedade em infraestrutura básica, violência policial e controle do crime organizado sobre setores da economia local. A segurança pública é vista como secundária em relação a políticas que melhorem a qualidade de vida.
Quais propostas têm sido defendidas pelos principais candidatos à presidência em 2026?
R: Entre as propostas apresentadas pelos candidatos estão: ampliação das escolas em tempo integral (Lula), combate ao crime organizado com medidas duras (Caiado, Flávio Bolsonaro, Edmilson Costa), fortalecimento do SUS e telemedicina (Augusto Cury), maior presença de mulheres em cargos públicos (Clariana Barão), políticas de combate ao racismo e moradia popular (Hertz Dias), reestatização de empresas públicas e valorização do salário mínimo (Rui Costa Pimenta), e reforma urbana e geração de emprego e renda (Samara Martins).
O que é a campanha #VotePeloCerrado e qual sua importância nas eleições de 2026?
R: A campanha #VotePeloCerrado, lançada por organizações da sociedade civil em setembro de 2026, convoca candidatos a se comprometerem com a proteção do bioma Cerrado e dos povos que nele vivem. O movimento destaca a destruição de mais de 50% da vegetação nativa do Cerrado e a redução da vazão dos rios, propondo políticas para proteger o bioma, fortalecer a agricultura familiar e garantir direitos territoriais.
Como tem sido a atuação dos principais presidenciáveis durante o mês de setembro de 2026?
R: Os principais presidenciáveis têm realizado agendas diversificadas, como visitas a comunidades, participação em eventos, entrevistas, atos políticos e debates sobre temas como educação, segurança, saúde, economia, direitos sociais e ambientais, além de defenderem propostas específicas para diferentes segmentos da população.
Qual foi o estado de saúde do candidato Ronaldo Caiado durante o período eleitoral?
R: Ronaldo Caiado foi internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, em 10 de setembro de 2026, devido a uma faringite aguda e posteriormente diagnosticado com pneumonia. O quadro foi considerado estável e ele apresentou boa evolução.

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