"Ferimentos graves, mas sem queimaduras nas vias aéreas", diz médico sobre vítima de explosão
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Por Isabella Chiaradia
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Uma faísca durante um serviço em uma empresa teria sido suficiente para provocar uma explosão e deixar um homem gravemente ferido na noite deste sábado (12), na Rua Jorge Lacerda, no Bairro Claudete, em Cascavel, conforme detalhado pelo médico do Siate, Clederson Bitencourt.
Segundo Bittencourt, a vítima, de aproximadamente 30 anos, estaria realizando um serviço de solda quando uma faísca atingiu um galão que armazenava combustível. O homem não teria conhecimento da presença do material próximo a ele.
“Acabou voando faísca nesse galão. Esse galão acabou explodindo, vindo toda essa energia sobre ele”, explicou o médico.
A explosão provocou queimaduras em grande parte do corpo da vítima, atingindo principalmente o tórax, braços e pernas. Apesar da gravidade dos ferimentos, um fator considerado positivo pela equipe médica foi a ausência de sinais de queimadura nas vias aéreas e nos pulmões.
O médico explicou que, justamente por não apresentar esse tipo de lesão, não houve necessidade de intubar o paciente durante o atendimento inicial.
“Se ele tivesse algum sinal de queimadura de via aérea, há necessidade, porque senão incha aquela região e tranca, e aí fica impossível de respirar”, detalhou.
Após receber os primeiros atendimentos e ser estabilizado ainda no local, o homem foi encaminhado ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), onde deve dar continuidade ao tratamento das queimaduras.
