Estúdio CGN: O que Moro promete fazer por Cascavel se for eleito Governador do Paraná?
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Por Luiz Haab
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O candidato ao Governo do Paraná Sérgio Moro (PL) defendeu, durante entrevista exclusiva ao Estúdio CGN neste sábado (12), uma mudança na forma de administrar o Estado, com redução da carga tributária, cobrança sobre as concessionárias de pedágio, aumento dos investimentos em saúde e endurecimento do combate aos crimes patrimoniais. Ao falar sobre seu projeto econômico, Moro afirmou que pretende transformar o Paraná em “uma espécie de Texas dos Estados Unidos”, com uma das menores cargas tributárias do país.
“O nosso projeto de governo, e aqui eu não falo por questão de ideologia, é fundado nas ideias da direita e da centro-direita.”
Segundo Moro, o objetivo é tornar o Paraná mais competitivo para atrair investimentos e evitar a migração de empresas para outros estados. Ele citou a diferença na alíquota geral do ICMS em relação a Santa Catarina e afirmou que pretende trabalhar, a médio e longo prazo, pela redução da carga tributária, mas com responsabilidade fiscal.
“Nós queremos um dia transformar o Paraná em uma espécie de Texas dos Estados Unidos. Menor carga tributária do país para a gente atrair investimentos.”

Outro tema abordado foi o custo do transporte da produção paranaense. Durante a entrevista, foi citado o exemplo de um caminhão bitrem de sete eixos que percorre o trajeto entre Cascavel e Paranaguá e que pode gastar cerca de R$ 924 somente com pedágio na ida. Moro afirmou que, caso seja eleito, pretende fiscalizar de forma mais rigorosa os contratos de concessão e acompanhar o cumprimento das obras previstas.
“As obras têm que sair. Nós já passamos antes 30 anos para um pedágio, que as obras foram prometidas e não foram realizadas. Essa vai ser a nossa principal obrigação.”
O candidato também propôs a criação de um “observatório digital do pedágio”, plataforma na qual os paranaenses poderiam consultar informações sobre tarifas, arrecadação, obras previstas e cronogramas de execução. Moro afirmou ainda que pretende analisar mecanismos contratuais que permitam utilizar eventual excesso de arrecadação para tentar reduzir tarifas em determinadas praças.
“Eu quero colocar uma plataforma digital disponível a cada cidadão paranaense, um observatório digital do pedágio.”
Na saúde, Moro classificou o subfinanciamento como um dos principais problemas do Paraná e apresentou como carro-chefe de sua proposta a criação da chamada Tabela SUS Paranaense. A ideia, segundo ele, seria complementar os valores pagos pelo Sistema Único de Saúde para ampliar a oferta de atendimento e estimular hospitais que atualmente não prestam serviços pelo SUS a ingressarem na rede.
“Nosso carro-chefe, como eu mencionei, é a Tabela SUS paranaense.”
Questionado especificamente sobre a expectativa de implantação do Hospital do Trabalhador em Cascavel, Moro não assumiu diretamente a construção da unidade como compromisso isolado. Ele afirmou que primeiro seria necessário enfrentar o problema do financiamento da saúde e, posteriormente, avaliar as necessidades específicas de cada região.
“Se a gente não resolver o problema central do subfinanciamento, não adianta você construir hospital. Porque hospital não é o prédio.”
A entrevista também abordou os problemas recorrentes de fornecimento de energia elétrica no Oeste do Paraná. Moro afirmou ter realizado uma audiência pública em Brasília para cobrar dirigentes da Copel e disse que, como governador, pretende exigir um plano de investimentos para reduzir as interrupções e melhorar o tempo de restabelecimento do serviço.
“Nós vamos exigir da Copel um plano de investimento para solucionar esse problema da queda de energia constante e demora do religamento.”
Moro também afirmou que pretende utilizar a Procuradoria-Geral do Estado para buscar indenizações quando interrupções no fornecimento provocarem prejuízos a empresas e produtores rurais.
Em relação à Sanepar, o candidato prometeu um “choque de gestão” e criticou o que classificou como existência de cargos ocupados por pessoas indicadas por interesses políticos.
“Nós vamos respeitar o quadro técnico funcional da Sanepar e vamos aplicar estritamente as regras da lei das estatais.”
Na segurança pública, Moro afirmou que o Paraná enfrenta uma “epidemia de crimes patrimoniais”, citando furtos e roubos que atingem diretamente a população. Para enfrentar esse cenário, apresentou uma proposta de integração entre forças de segurança, câmeras públicas e privadas, inteligência artificial e reconhecimento facial.
“Nós queremos aqui criar centros integrados no qual nós tenhamos a polícia municipal, ou a guarda municipal, se preferir essa expressão, Polícia Militar, Polícia Civil trabalhando junto.”
A proposta prevê ainda a instalação de um sistema de acompanhamento do número de prisões realizadas a partir do uso da tecnologia. Moro citou como referência o Smart Sampa, sistema implantado na capital paulista, e afirmou que pretende levar uma estrutura semelhante para os grandes centros do Paraná, começando por cidades como Cascavel.
“Vou colocar um prisômetro, como eu vi também nesse Smart Sampa.”
Ao falar sobre sua trajetória, Moro também foi questionado sobre a formação familiar e escolar. Ele afirmou ter crescido em uma família de classe média, filho de professores, estudado inicialmente em uma escola particular e posteriormente concluído o Ensino Médio em uma instituição pública onde sua mãe lecionava. Segundo ele, as duas experiências apresentavam, naquele período, nível de qualidade semelhante.
No encerramento, questionado sobre por que o eleitor deveria escolhê-lo diante dos demais candidatos mais bem posicionados nas pesquisas, Moro destacou a experiência como juiz da Lava Jato, ministro da Justiça e senador, além de defender um governo baseado em liberdade econômica e atuação voltada para problemas cotidianos da população.
“A coragem e determinação que a gente teve na Lava Jato, no Ministério da Justiça nesses quatro anos de oposição ao governo Lula, nós vamos levar para resolver os problemas cotidianos, saúde, educação e infraestrutura de todos os paranaenses.”