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Banco do Brasil encerra greve em Cascavel, mas Caixa mantém paralisação e realiza assembleia nesta sexta

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A paralisação teve início na quinta-feira (10), depois que os funcionários dos dois bancos públicos rejeitaram as propostas apresentadas durante as negociações da campanha salarial.
Banco do Brasil encerra greve em Cascavel, mas Caixa mantém paralisação e realiza assembleia nesta sexta

Por Diego Cavalcante

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A greve dos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal teve desfechos diferentes em Cascavel nesta sexta-feira (11). Enquanto os trabalhadores do Banco do Brasil aprovaram a proposta apresentada pela instituição e encerraram a paralisação, os empregados da Caixa seguem mobilizados e devem decidir ao longo do dia se mantêm ou suspendem a greve. A situação foi explicada à CGN pelo presidente do Sindicato dos Bancários de Cascavel, Gladir Basso.

A paralisação teve início na quinta-feira (10), depois que os funcionários dos dois bancos públicos rejeitaram as propostas apresentadas durante as negociações da campanha salarial. Nos bancos privados, a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) havia sido aprovada e o acordo coletivo foi assinado na quarta-feira (9), encerrando as discussões para essa parcela da categoria.

Segundo Gladir Basso, apesar da aprovação nos bancos privados, a categoria considera que existem preocupações que vão além do reajuste salarial. O sindicalista citou o processo de reestruturação do sistema financeiro, com fechamento de agências e redução do número de trabalhadores, diante do avanço dos serviços digitais.

Na avaliação do presidente do sindicato, os bancos possuem responsabilidade social na manutenção dos empregos e no atendimento à população. Ele também destacou os resultados financeiros do setor e afirmou que os cinco maiores bancos envolvidos nas negociações registraram, juntos, lucro líquido de R$ 145 bilhões no ano passado, enquanto o sistema financeiro como um todo alcançou cerca de R$ 250 bilhões.

No Banco do Brasil, a paralisação durou apenas um dia em Cascavel. Durante a noite de quinta-feira, os funcionários participaram de uma assembleia virtual, que foi suspensa para a análise da proposta. Posteriormente, a maioria aprovou o acordo e decidiu pelo encerramento da greve.

A proposta aprovada prevê a correção dos salários pelo INPC acumulado no período, acrescida de aumento real de 0,6%. A mesma condição será aplicada no segundo ano do acordo. Também está previsto um reconhecimento financeiro de R$ 3 mil, condicionado às regras da Campanha de Adimplência 2026.

O acordo do Banco do Brasil reúne ainda outros avanços, como estudos para revisão do Plano de Carreira e Remuneração, ampliação da licença-paternidade de 20 para 35 dias, reajuste do auxílio para filhos com deficiência e mudanças em benefícios e condições específicas de trabalho.

Outro ponto importante é o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O Banco do Brasil informou que o crédito será realizado em até 72 horas após a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho por todas as bases que aprovaram a proposta.

Com a decisão dos trabalhadores de Cascavel, o atendimento do Banco do Brasil voltou à normalidade nesta sexta-feira. A situação, porém, ainda dependia da conclusão de assembleias em outras bases do Paraná e do país.

Na Caixa Econômica Federal, o cenário é diferente. A greve continua nesta sexta-feira e a categoria deverá realizar novas assembleias para decidir os próximos passos. Em Cascavel, a votação deve ocorrer de forma virtual ao longo do dia, permitindo a participação inclusive de trabalhadores que estejam de férias ou fora da cidade.

Assim como no Banco do Brasil, a proposta econômica da Caixa prevê a reposição pelo INPC, acrescida de 0,6% de aumento real. Porém, segundo Gladir Basso, o principal ponto de conflito envolvendo os empregados da Caixa está relacionado ao Saúde Caixa, plano de assistência médica dos trabalhadores da instituição.

A Caixa afirma que o plano apresenta um déficit de aproximadamente R$ 600 milhões. O movimento sindical defende que a instituição, como patrocinadora do plano, deveria assumir esse valor. A preocupação dos trabalhadores aumentou diante das mudanças que elevaram custos relacionados às mensalidades, à coparticipação e aos dependentes.

De acordo com o sindicalista, esse aumento representa um impacto significativo tanto para os empregados da ativa quanto para os aposentados. Por isso, mesmo com uma proposta econômica semelhante à aprovada pelos funcionários do Banco do Brasil, a categoria da Caixa decidiu manter a mobilização.

Outro fator que aumentou a tensão nas negociações foi o anúncio da Caixa de que poderá recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) com um dissídio coletivo de greve.

Gladir explicou à CGN que a medida pode levar à análise judicial da paralisação. O tribunal poderá avaliar a legalidade do movimento e decidir se a greve é regular ou abusiva, além de estabelecer eventuais consequências relacionadas aos dias parados e outras questões.

Diante desse cenário, o movimento sindical decidiu consultar novamente os funcionários da Caixa antes de definir os próximos passos. A decisão será tomada pelas assembleias, seguindo a posição dos próprios trabalhadores sobre a continuidade ou suspensão da paralisação.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Cascavel reforçou que a entidade pretende manter a decisão nas mãos da categoria. Segundo ele, caso os trabalhadores decidam pela continuidade, o sindicato seguirá com a mobilização. Se a maioria entender que a proposta deve ser aceita, será realizado o procedimento para assinatura do acordo.

Para os clientes que precisam utilizar os serviços bancários nesta sexta-feira, a orientação é observar que o Banco do Brasil e os bancos privados funcionam normalmente em Cascavel. Já na Caixa Econômica Federal, a greve permanece durante o dia, mas os terminais de autoatendimento continuam disponíveis para operações como saques de benefícios e outros serviços.

A expectativa agora está concentrada na assembleia dos funcionários da Caixa. O resultado da votação deverá definir se a paralisação iniciada na quinta-feira terá continuidade ou se a categoria aceitará a proposta apresentada pela instituição.

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