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Otimismo do mercado financeiro com cenário eleitoral leva Ibovespa aos 188 mil pontos

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A pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira, 10, endossa a expectativa do mercado de que a chapa à direita está se fortalecendo e reduzindo a distância do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Por Agência Estado

O otimismo do mercado financeiro com o “trade” eleitoral levou o Ibovespa a encerrar mais um pregão em firme alta (+1,42%), em 188.268,59 pontos, perto das máximas do dia. O movimento veio acompanhado de um giro de R$ 30 bilhões e já leva o índice a acumular uma alta de 6,11% em setembro.

A pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira, 10, endossa a expectativa do mercado de que a chapa à direita está se fortalecendo e reduzindo a distância do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No segundo turno, o levantamento mostrou um empate técnico entre os principais candidatos, em linha com o resultado de outras pesquisas já divulgadas até agora.

A leitura do mercado financeiro é de que uma disputa mais equilibrada abre espaço para uma mudança de rumo político e fiscal no País, o que tem levado investidores a realizar movimentos no mercado à vista e futuro que se retroalimentam.

Operadores observam que houve aumento das compras de calls e call spreads, estruturas com opções usadas para apostar na valorização dos ativos. O movimento está acontecendo não somente nos contratos de BOVA11, ETF que replica o Ibovespa, como também no EWZ, maior ETF ligado a ações brasileiras negociado em Nova York.

Segundo Norberto Sangalli, broker de renda variável da Nippur, esse movimento no EWZ tem sido incomum e concentrado nesse tipo de aposta e de forma atípica. Ele destaca que as apostas eleitorais, antes previstas para depois do pleito, começaram a antecipar o resultado. “As posições começaram a migrar para outubro, refletindo a percepção de que a disputa mais equilibrada nas pesquisas pode gerar reprecificação mais rápida dos ativos brasileiros”, diz.

Esse movimento nas opções também pode ajudar a explicar parte da alta no mercado à vista. Quando market makers (formadores de mercado, que garantem a liquidez) ficam na ponta vendedora das calls compradas pelos investidores, precisam comprar os ativos correspondentes para neutralizar sua exposição à alta. À medida que esses ativos se valorizam, o hedge pode exigir novas compras, reforçando o movimento do Ibovespa e do EWZ.

Segundo Roberto Moura, head de renda variável da Grand Capital Invest, esse posicionamento fica mais claro quando se olha para o vencimento de novembro, após o segundo turno das eleições. Segundo ele, os negócios ficam concentrados em calls, sobretudo em strikes (preço de exercício) altos, na região de 200 mil e 210 mil pontos do Ibovespa. “Essa estrutura serve para turbinar o ganho se a bolsa disparar num cenário de mudança política”, afirma.

O movimento do mercado local também contrasta com a performance das bolsas americanas, pressionadas pelos receios quanto aos conflitos entre EUA e Irã, que levaram o petróleo a subir mais de 6% no dia.

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