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Cury defende que Moraes seja investigado 'até as últimas consequências'

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“Todos devem ser investigados, doa a quem doer, porque o Brasil precisa ser passado a limpo”, afirmou ele.

Por Agência Estado

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) defendeu nesta quinta-feira, 10, que eventuais suspeitas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sejam investigadas “até as últimas consequências”. Durante encontro na Genial Investimentos, em São Paulo, Cury afirmou que investigações sobre autoridades devem ocorrer independentemente do cargo ocupado e sem poupar eventuais envolvidos.

“Todos devem ser investigados, doa a quem doer, porque o Brasil precisa ser passado a limpo”, afirmou ele.

O candidato também citou o caso do Banco Master e classificou o episódio como uma “vergonha”, ao defender rapidez nas apurações. Segundo Cury, o País precisa esclarecer responsabilidades e evitar que investigações se prolonguem sem conclusão.

“Tem que ser rápido, sério, o mais rápido possível, doa a quem doer”, disse.

Ele também defendeu que Moraes deve ser alvo de impeachment caso seja comprovado que cometeu irregularidades. “Eu defendo, sem fazer juízo de valor, que, até as últimas consequências, o doutor Alexandre de Moraes seja investigado. Se ele não deve, ele continua. Se deve, deve sofrer impeachment”, afirmou.

O presidenciável disse que sua posição não representa um julgamento antecipado, mas uma defesa de que integrantes de todos os Poderes sejam responsabilizados caso irregularidades sejam comprovadas.

Segundo Cury, cargos eletivos e funções de carreira no Estado não pertencem a seus ocupantes. “Nenhum cargo é dele. É do contribuinte, é do pagador de impostos. E ele quer satisfação”, afirmou.

Meta fiscal e bets

O candidato à Presidência pelo Avante afirmou ainda que gostaria de perseguir uma meta de déficit zero em um eventual governo e disse que uma maior tributação das empresas de apostas esportivas, as bets, poderia ajudar no cumprimento do objetivo.

“Eu gostaria de ter déficit zero. É até possível se taxarmos as bets”, afirmou Cury.

O presidenciável disse, porém, que não pretende assumir compromissos fiscais que não tenha condições de cumprir e defendeu que as medidas sejam discutidas com economistas. Na mesma resposta, voltou a mencionar Mansueto Almeida entre os nomes com quem conversa.

Cury também afirmou que uma eventual gestão precisaria fazer uma auditoria das contas públicas e reduzir o tamanho do Estado. Segundo ele, responsabilidade fiscal seria necessária também para criar condições para a queda da taxa de juros.

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