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Ibovespa cai quase 1% com aversão ao risco após nova onda de conflitos EUA-Irã

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Nesta quarta-feira, 9, novos ataques a bases e navios dos EUA no Estreito de Ormuz levaram o petróleo Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), a fechar em alta de 3,36%, a US$ 101,21 o barril, voltando ao teto registrado no fim de julho.

Por Agência Estado

Depois da recente animação dos investidores com o avanço de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas eleitorais, o mercado passou por um dia de maior aversão ao risco que predomina no exterior, onde novas notícias a respeito dos conflitos no Oriente Médio provocaram um ajuste de posições globalmente. O Ibovespa se afastou das mínimas no fechamento, firmando-se nos 185 mil pontos (185.629,04 pontos), mas seguiu em queda (-0,93%) até o fim dos negócios.

Nesta quarta-feira, 9, novos ataques a bases e navios dos EUA no Estreito de Ormuz levaram o petróleo Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), a fechar em alta de 3,36%, a US$ 101,21 o barril, voltando ao teto registrado no fim de julho. A alta do petróleo motiva ajustes nas carteiras dos alocadores globais pelo receio de que isso gere efeitos inflacionários no mundo. Na esteira do movimento da commodity, a Petrobras foi a única ação entre as blue chips a sustentar um pregão positivo.

“O mercado é muito movido pelas surpresas, o que vem afetando os mercados são variações do mesmo tema. Enquanto não tiver um movimento definitivo do fim do conflito entre EUA e Irã em que diminua o risco e a eleição brasileira, os ativos vão oscilar bastante”, afirma Rodrigo Knudsen, sócio da Portogallo Family Office.

Na última hora do pregão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou decreto que reduziu o PIS/Cofins sobre a gasolina em R$ 0,63 por litro de gasolina e que corta o PIS/Cofins em R$ 0,19 por litro do etanol, zerando toda a tributação do produto. Também assinou Medida Provisória que prevê alívio de mais R$ 1 no litro do diesel. Para os especialistas e analistas, porém, o efeito sobre a renda variável local foi limitado.

“Com o Brent beirando US$ 100, o petróleo mais alto significa inflação mais alta e, com isso, menos espaço para cortes de juros. Isso penaliza os ativos de risco. Nesse cenário, quem vai melhor são petróleo e commodities. E essas medidas do governo para conter o preço dos combustíveis, na minha visão, não fazem muito preço, o movimento do setor vem muito mais da alta do petróleo do que da medida em si”, afirma Rodrigo Alvarenga, sócio da One.

Lucas Tambellini, head de renda variável da Lifetime, concorda que o efeito das medidas anunciadas fez pouco preço. “O mercado mudou pouco depois dessa notícia. Hoje temos espaço para o investidor embolsar mais lucros, além de estarmos importando esse movimento de risk off fuga do risco global por conta dos Estados Unidos e do Irã, já que o conflito entre eles só tem se agravado. Mas vejo espaço para a bolsa andar mais à frente, porque a nossa bolsa continua com um valuation avaliação de preço bem descontado”, diz.

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