Igor Cavalera faz 56 anos: o baterista que ajudou a fazer Belo Horizonte ecoar pelo mundo
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Por Redação
Igor Cavalera completa 56 anos nesta sexta-feira (4). E antes de existir o Sepultura que o mundo aprendeu a conhecer, existiam dois irmãos adolescentes em Belo Horizonte tentando descobrir o que aconteceria se juntassem guitarra, bateria e uma quantidade considerável de vontade de fazer barulho.
Igor e Max Cavalera fundaram o Sepultura em 1984. Igor assumiu a bateria e ajudou a construir, ao longo dos anos, um dos sons mais importantes do metal brasileiro.
De Belo Horizonte para o mundo
O começo foi pequeno, como quase toda grande história costuma ser. Mas a banda rapidamente deixou de ser apenas uma atração da cena underground mineira.
Álbuns como Arise, Chaos A.D. e Roots fizeram o Sepultura ganhar projeção internacional e levaram o nome do Brasil para uma cena musical dominada por bandas europeias e norte-americanas.
Igor estava atrás da bateria, mas sua influência não ficou escondida ali.
Quando a bateria vira identidade
Seu estilo ajudou a dar ao Sepultura uma sonoridade pesada e agressiva, mas também aberta para ritmos brasileiros e outras influências.
Em Roots, lançado em 1996, essa mistura ficou especialmente evidente. A banda incorporou elementos da música indígena brasileira ao metal, numa experiência que ajudou a transformar o disco em um dos trabalhos mais marcantes de sua carreira.
Igor deixou o Sepultura em 2006, depois de mais de duas décadas com a banda. Desde então, continuou trabalhando com música e em diferentes projetos ao lado de outros artistas.
No fim, existe algo curioso na trajetória dele.
Igor Cavalera começou batendo em tambores em Belo Horizonte e terminou ajudando a provar que o peso do metal brasileiro podia atravessar qualquer fronteira.
Às vezes, fazer barulho é exatamente o que faz alguém ser ouvido.