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Marilena Chaui faz 85 anos: a filósofa que resolveu tirar a filosofia da estante

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Nascida em São Paulo, em 1941, Marilena se tornou uma das principais referências da filosofia brasileira.
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Foto: Roberto Parizotti | Marilena Chauí | pt.org | A filósofa participou da Conferência Nacional 'Vencer a Batalha da Comunicação', realizada em São Paulo

Por Redação

Marilena Chaui completa 85 anos nesta sexta-feira (4). Filósofa, professora e escritora, ela passou décadas fazendo uma coisa que parece simples, mas talvez seja uma das mais difíceis: convencer as pessoas a parar e pensar antes de aceitar o mundo exatamente como ele está.

Nascida em São Paulo, em 1941, Marilena se tornou uma das principais referências da filosofia brasileira. Professora da Universidade de São Paulo, construiu uma carreira dedicada principalmente à filosofia política, à história da filosofia e ao pensamento de Espinosa.

A filosofia saiu da sala de aula

Um de seus trabalhos mais conhecidos é o livro Convite à Filosofia, lançado em 1994. A obra se tornou referência para estudantes e ajudou a aproximar temas filosóficos de quem provavelmente não acordava pensando em Platão, Descartes ou Espinosa.

E talvez aí esteja uma das marcas de Marilena: transformar perguntas que parecem distantes em problemas que dizem respeito à vida cotidiana.

Porque filosofia, quando funciona, tem esse inconveniente.

Ela começa perguntando “por quê?” e, de repente, você já está desconfiando de tudo.

Pensar também é uma forma de liberdade

Ao longo da carreira, Marilena escreveu sobre democracia, autoritarismo, ideologia, cultura e liberdade. Também recebeu importantes reconhecimentos acadêmicos e culturais, incluindo o Prêmio Jabuti por seu trabalho intelectual.

Sua trajetória sempre esteve ligada à defesa da universidade pública e à ideia de que o conhecimento não deveria ficar restrito a quem teve a oportunidade de chegar até ele.

Aos 85 anos, talvez a maior contribuição de Marilena Chaui continue sendo justamente essa: lembrar que pensar não é luxo.

É ferramenta.

E, em tempos em que todo mundo parece ter uma opinião pronta antes mesmo de saber a pergunta, talvez nunca tenha sido tão útil alguém insistir justamente no contrário.

Primeiro, pense.

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