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Beyoncé faz 45 anos e a pergunta continua: afinal, existe alguma coisa que ela ainda não conquistou?

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Nascida em Houston, no Texas, em 4 de setembro de 1981, Beyoncé Giselle Knowles começou a cantar e dançar ainda criança.
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Foto: By Pete Sekesan from New York, USA - DW2Q0758, CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=50397876

Por Redação

Tem gente que passa a infância brincando de ser artista. Beyoncé passou a infância levando a brincadeira a sério.

Nascida em Houston, no Texas, em 4 de setembro de 1981, Beyoncé Giselle Knowles começou a cantar e dançar ainda criança. Aos 9 anos, já fazia parte de um grupo chamado Girls Tyme. O grupo chegou a aparecer no programa de televisão Star Search, em 1993. Depois, a história mudou de nome, ganhou outras integrantes e virou Destiny’s Child.

Hoje, olhando de longe, parece que tudo estava planejado. Só parece.

Antes da coroa, vieram os concursos

Beyoncé cresceu participando de concursos de canto e dança e chegou a se apresentar para clientes no salão de beleza de sua mãe. É uma imagem quase doméstica para alguém que, anos depois, faria estádios inteiros parecerem pequenos.

Com Destiny’s Child, ela encontrou o primeiro grande palco. O grupo emplacou sucessos como “Bills, Bills, Bills” e “Say My Name” e transformou aquela menina de Houston em uma das vozes mais conhecidas da música pop.

Então veio a carreira solo.

Em 2003, Beyoncé lançou “Dangerously in Love”. O álbum chegou ao topo da Billboard 200 e trouxe músicas como “Crazy in Love” e “Baby Boy”. Naquele momento, já não era mais uma integrante de grupo tentando provar que conseguia caminhar sozinha. Ela tinha acabado de descobrir que podia correr.

E aparentemente ela decidiu não parar

A carreira foi crescendo até chegar a um ponto em que contar os recordes virou quase uma atividade paralela.

Beyoncé foi a primeira artista feminina a colocar seus sete primeiros álbuns de estúdio no topo da parada americana. Em 2023, tornou-se a artista com mais Grammys da história até então. Em 2025, chegou a 35 Grammys e 99 indicações, além de finalmente conquistar o prêmio de Álbum do Ano com “Cowboy Carter”.

E até aqui seria uma bela história de sucesso.

Mas Beyoncé aparentemente achou que uma bela história de sucesso era pouco.

Quando mudar de gênero também vira parte da história

“Cowboy Carter” levou Beyoncé para o country e para as raízes da música americana. O álbum venceu o Grammy de Álbum do Ano em 2025 e também fez dela a primeira mulher negra a vencer na categoria de Melhor Álbum Country.

É uma característica curiosa de sua trajetória: quando parece que ela chegou ao limite, ela muda o mapa.

Foi assim no pop, no R&B, na música eletrônica, no country e também na maneira de apresentar um álbum. “Renaissance”, por exemplo, levou o Grammy de Melhor Álbum Dance/Eletrônico em 2023.

Talvez seja por isso que Beyoncé tenha deixado de ser apenas uma cantora há algum tempo.

Ela virou uma espécie de indústria de uma pessoa só.

No fim, talvez seja sobre continuar

Existe uma ironia bonita na trajetória de alguém que começou cantando aos 9 anos e, aos 45, ainda parece estar procurando alguma coisa nova para fazer.

Beyoncé já ganhou praticamente todos os troféus que cabem em uma estante. Já lotou estádios, atravessou gêneros musicais, criou espetáculos gigantescos e transformou discos em acontecimentos culturais.

Mas talvez a parte mais interessante esteja justamente aí.

Porque, depois de tantos anos, a menina que começou cantando ainda parece estar fazendo a mesma coisa: descobrindo até onde consegue chegar.

E o mundo, pelo jeito, continua comprando ingresso para descobrir junto.

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