CGN - Últimas notícias de Cascavel, Paraná e Brasil
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Pesquisa no Paraná mostra Moro com 45% para governador e disputa apertada pelo Senado

Publicado em

Levantamento Paraná Pesquisas aponta Requião Filho com 24% e Sandro Alex com 17,5%; Deltan, Alexandre Curi, Gleisi e Filipe Barros lideram cenário para senador.
Imagem referente a Pesquisa no Paraná mostra Moro com 45% para governador e disputa apertada pelo Senado
Arte CGN

Por Redação CGN

Atualizado em

A mais recente pesquisa do Paraná Pesquisas sobre as eleições de 2026 desenha dois cenários bastante diferentes no Estado. Na corrida pelo Governo do Paraná, Sergio Moro aparece com 45% das intenções de voto na pesquisa estimulada, contra 24% de Requião Filho e 17,5% de Sandro Alex. Para o Senado, por outro lado, quatro nomes aparecem acima dos 20%, indicando uma disputa mais fragmentada.

O levantamento ouviu 1.280 eleitores em 56 municípios, entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro de 2026, por meio de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais. A pesquisa informa grau de confiança de 95% e margem de erro estimada em aproximadamente 2,8 pontos percentuais para os resultados gerais.

O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-03399/2026 para os cargos de governador e senador.

Pesquisa eleitoral • Paraná • Setembro de 2026

Situação eleitoral para governador

Pesquisa estimulada

Sergio Moro 45,0%
Requião Filho 24,0%
Sandro Alex 17,5%
Adriano Funileiro 0,9%
Tayná Miessa 0,9%
Doutor Alexandre Salomão 0,5%
Luiz França 0,5%
Samuel de Mattos 0,4%
Não sabe / não opinou 4,9%
Nenhum / Branco / Nulo 5,4%
Leitura do levantamento

Sergio Moro aparece com 45,0% das intenções de voto na pesquisa estimulada. Requião Filho tem 24,0% e Sandro Alex, 17,5%. A diferença numérica entre o primeiro e o segundo colocado é de 21 pontos percentuais.

Moro chega a 45% no cenário para governador

Na pesquisa estimulada, quando o entrevistador apresenta os nomes dos possíveis candidatos, Sergio Moro aparece com 45%.

Requião Filho registra 24%, enquanto Sandro Alex tem 17,5%.

Depois aparecem Adriano Funileiro e Tayná Miessa, ambos com 0,9%. Doutor Alexandre Salomão e Luiz França têm 0,5% cada, enquanto Samuel de Mattos aparece com 0,4%.

Outros 5,4% disseram que votariam em nenhum candidato, branco ou nulo. Não souberam ou preferiram não responder 4,9%.

A vantagem numérica de Moro sobre Requião Filho é de 21 pontos percentuais. Entre Requião e Sandro Alex, a diferença é de 6,5 pontos.

Pesquisa eleitoral • Paraná • Setembro de 2026

Situação eleitoral para governador

Pesquisa espontânea

Registro TSE: PR-03399/2026
Não sabe / não opinou
51,2%
Ninguém / Branco / Nulo
5,8%
Sergio Moro
24,2%
Requião Filho
10,2%
Sandro Alex
6,3%
Ratinho Junior
1,7%
Luiz França
0,2%
Outros nomes citados
0,5%
Destaque: Sergio Moro é o nome mais citado espontaneamente, com 24,2%. Mais da metade dos entrevistados, porém, ainda não aponta espontaneamente um candidato.

Base: 1.280 eleitores do Estado do Paraná.

Coleta entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026.

Margem de erro estimada: 2,8 pontos percentuais para os resultados gerais.

Fonte: Paraná Pesquisas.

O quadro muda quando nenhum nome é apresentado.

Na pesquisa espontânea, 51,2% dos entrevistados não souberam ou não opinaram.

Sergio Moro é citado por 24,2%, seguido por Requião Filho, com 10,2%, e Sandro Alex, com 6,3%.

Ratinho Junior aparece espontaneamente com 1,7%. Luiz França registra 0,2%, enquanto outros nomes somam 0,5%.

O resultado mostra que, embora Moro tenha vantagem clara quando a lista é apresentada, mais da metade do eleitorado entrevistado ainda não cita espontaneamente um nome para o Governo do Estado.

É uma diferença relevante entre reconhecimento espontâneo e escolha diante de alternativas apresentadas ao eleitor.

Comparação com agosto indica estabilidade entre os primeiros

O relatório também compara a pesquisa atual com levantamento de agosto, registrado sob o número PR-09048/2026.

Moro tinha 46,1% em agosto e aparece agora com 45%, uma oscilação numérica de 1,1 ponto para baixo.

Requião Filho foi de 23,4% para 24%, enquanto Sandro Alex passou de 16,5% para 17,5%.

Como essas oscilações são pequenas diante da margem de erro geral informada pelo instituto, o mais adequado é falar em estabilidade do cenário, e não em crescimento ou queda consolidada dos principais candidatos.

Entre os demais nomes, Adriano Funileiro passa de 0% para 0,9%; Tayná Miessa, de 0,6% para 0,9%; Alexandre Salomão, de 0,4% para 0,5%; Luiz França, de 0,9% para 0,5%; e Samuel de Mattos, de 0,1% para 0,4%.

Pesquisa eleitoral • Paraná • Setembro de 2026

Situação eleitoral para governador

Comparativo entre agosto e setembro de 2026

Pesquisa atual PR-03399/2026
Agosto de 2026 Setembro de 2026
Sergio Moro ▼ 1,1 p.p.
Agosto 46,1%
Setembro 45,0%
Requião Filho ▲ 0,6 p.p.
Agosto 23,4%
Setembro 24,0%
Sandro Alex ▲ 1,0 p.p.
Agosto 16,5%
Setembro 17,5%
Adriano Funileiro ▲ 0,9 p.p.
Agosto 0,0% Setembro 0,9%
Tayná Miessa ▲ 0,3 p.p.
Agosto 0,6% Setembro 0,9%
Doutor Alexandre Salomão ▲ 0,1 p.p.
Agosto 0,4% Setembro 0,5%
Luiz França ▼ 0,4 p.p.
Agosto 0,9% Setembro 0,5%
Samuel de Mattos ▲ 0,3 p.p.
Agosto 0,1% Setembro 0,4%
Não sabe / não opinou
5,5% 4,9%
Nenhum / Branco / Nulo
6,5% 5,4%
Leitura do levantamento

Sergio Moro passou de 46,1% para 45,0%, enquanto Requião Filho foi de 23,4% para 24,0% e Sandro Alex, de 16,5% para 17,5%. As variações dos três primeiros são pequenas e devem ser interpretadas considerando a margem de erro da pesquisa.

Base: eleitores do Estado do Paraná.

Agosto: PR-09048/2026 • Setembro: PR-03399/2026

Fonte: Paraná Pesquisas.

Moro lidera entre homens e mulheres, mas vantagem varia

O cruzamento por sexo mostra diferenças importantes no perfil do eleitorado.

Entre os homens, Moro registra 49,9%. Entre as mulheres, aparece com 40,6%.

Requião Filho apresenta movimento inverso. Tem 19,8% entre os homens, mas sobe para 27,7% entre as mulheres.

Sandro Alex aparece com 18,7% no público masculino e 16,4% no feminino.

Os dados indicam que Moro possui desempenho proporcionalmente mais forte entre os homens, enquanto Requião Filho cresce entre as mulheres.

Esses recortes, porém, precisam ser analisados com cautela, já que a margem de erro de 2,8 pontos divulgada pelo instituto se refere ao resultado geral e não individualmente a cada subgrupo.

Pesquisa eleitoral • Paraná • Setembro de 2026

Intenção de voto para governador por sexo

Pesquisa estimulada

Sergio Moro
Masculino
49,9%
Feminino
40,6%
Diferença: +9,3 p.p. entre homens
Requião Filho
Masculino
19,8%
Feminino
27,7%
Diferença: +7,9 p.p. entre mulheres
Sandro Alex
Masculino
18,7%
Feminino
16,4%
Diferença: +2,3 p.p. entre homens
Adriano Funileiro
Masculino 1,2%
Feminino 0,6%
Tayná Miessa
Masculino 0,7%
Feminino 1,2%
Doutor Alexandre Salomão
Masculino 0,8%
Feminino 0,1%
Luiz França
Masculino 0,8%
Feminino 0,3%
Samuel de Mattos
Masculino 0,5%
Feminino 0,3%
Não sabe / não opinou 4,5% homens • 5,3% mulheres
Nenhum / Branco / Nulo 3,1% homens • 7,4% mulheres
Leitura do recorte

Sergio Moro registra 49,9% entre os homens e 40,6% entre as mulheres. Requião Filho apresenta o movimento oposto: 19,8% no público masculino e 27,7% no feminino. Sandro Alex tem 18,7% entre homens e 16,4% entre mulheres.

Moro mantém liderança em todas as faixas etárias pesquisadas

Por idade, Moro aparece na frente em todos os grupos apresentados pelo levantamento.

Entre eleitores de 16 a 24 anos, tem 44%. Entre 25 e 34 anos, registra 43,4%.

O percentual chega a 45,3% entre pessoas de 35 a 44 anos, 45,5% entre 45 e 59 anos e 45,9% entre aqueles com 60 anos ou mais.

A variação relativamente pequena entre os grupos chama atenção: o percentual do primeiro colocado permanece entre 43,4% e 45,9% em todas as faixas.

Requião Filho apresenta seu melhor desempenho entre os entrevistados com 60 anos ou mais, alcançando 28,5%.

Sandro Alex tem seu maior resultado entre os mais jovens, com 20,6% entre 16 e 24 anos. Nesse segmento, aparece numericamente empatado com Requião Filho.

Pesquisa eleitoral • Paraná • Setembro de 2026

Intenção de voto para governador por faixa etária

Pesquisa estimulada

16 a 24 anos

Sergio Moro 44,0%
Requião Filho 20,6%
Sandro Alex 20,6%
Sergio Moro
44,0%
Requião Filho
20,6%
Sandro Alex
20,6%
Adriano Funileiro: 2,1% Tayná Miessa: 1,4% Doutor Alexandre Salomão: 0,0% Luiz França: 0,7% Samuel de Mattos: 0,0% Não sabe/não opinou: 4,3% Branco/nulo: 6,4%

25 a 34 anos

Sergio Moro 43,4%
Requião Filho 23,0%
Sandro Alex 18,0%
Sergio Moro
43,4%
Requião Filho
23,0%
Sandro Alex
18,0%
Adriano Funileiro: 0,4% Tayná Miessa: 1,2% Doutor Alexandre Salomão: 0,4% Luiz França: 0,8% Samuel de Mattos: 0,8% Não sabe/não opinou: 5,7% Branco/nulo: 6,1%

35 a 44 anos

Sergio Moro 45,3%
Requião Filho 21,2%
Sandro Alex 18,8%
Sergio Moro
45,3%
Requião Filho
21,2%
Sandro Alex
18,8%
Adriano Funileiro: 0,8% Tayná Miessa: 1,6% Doutor Alexandre Salomão: 0,8% Luiz França: 1,2% Samuel de Mattos: 0,0% Não sabe/não opinou: 5,3% Branco/nulo: 4,9%

45 a 59 anos

Sergio Moro 45,5%
Requião Filho 24,0%
Sandro Alex 17,1%
Sergio Moro
45,5%
Requião Filho
24,0%
Sandro Alex
17,1%
Adriano Funileiro: 0,6% Tayná Miessa: 0,3% Doutor Alexandre Salomão: 0,3% Luiz França: 0,3% Samuel de Mattos: 0,9% Não sabe/não opinou: 5,1% Branco/nulo: 6,0%

60 anos ou mais

Sergio Moro 45,9%
Requião Filho 28,5%
Sandro Alex 15,2%
Sergio Moro
45,9%
Requião Filho
28,5%
Sandro Alex
15,2%
Adriano Funileiro: 0,9% Tayná Miessa: 0,6% Doutor Alexandre Salomão: 0,6% Luiz França: 0,0% Samuel de Mattos: 0,0% Não sabe/não opinou: 4,1% Branco/nulo: 4,1%
Leitura do recorte

Sergio Moro aparece numericamente na frente em todas as faixas etárias. Requião Filho registra seu maior percentual entre eleitores com 60 anos ou mais, com 28,5%. Sandro Alex alcança seu melhor resultado entre 16 e 24 anos, com 20,6%.

Escolaridade também produz diferenças

No recorte detalhado por escolaridade, Moro tem 40,8% entre pessoas com Ensino Fundamental, 46,7% entre aquelas com Ensino Médio e 47,2% no Ensino Superior.

Requião Filho registra 26,9%, 22,2% e 23,6%, respectivamente.

Sandro Alex vai de 15,1% no Fundamental a 17,6% no Médio e 20,2% no Superior.

Na divisão entre PEA e não PEA, Moro tem 47,4% entre a população economicamente ativa classificada pela pesquisa e 39,4% entre a não PEA.

Requião Filho apresenta 21,7% entre a PEA e 29,1% entre a não PEA.

Participação religiosa marca diferenças no voto

Um dos cruzamentos de maior contraste pergunta se o entrevistado participou, nos dez dias anteriores à pesquisa, de missa, culto ou outra cerimônia de sua religião.

Entre quem respondeu sim, Moro alcança 50,4%.

Entre aqueles que disseram não ter participado, aparece com 39,2%.

Requião Filho registra o movimento contrário: 20,5% entre participantes de celebrações e 27,7% entre não participantes.

Sandro Alex permanece praticamente estável, com 17,4% e 17,6%, respectivamente.

Os dados mostram uma associação dentro da amostra, mas não permitem concluir que a participação religiosa seja a causa da preferência eleitoral.

Quase metade acredita que Moro vencerá a eleição

Além da intenção de voto, o Paraná Pesquisas perguntou quem o eleitor acredita que vencerá a próxima eleição para governador.

Moro é citado por 49,4%.

Requião Filho aparece com 15,9%, enquanto Sandro Alex tem 14,9%.

Outros 18,5% não souberam ou não opinaram.

O resultado revela uma diferença importante: Moro possui 45% na intenção estimulada, mas 49,4% na percepção de vitória.

Requião apresenta comportamento inverso: tem 24% das intenções de voto, enquanto 15,9% dos entrevistados acreditam que ele será o vencedor.

A pergunta sobre expectativa de vitória não equivale à intenção de voto e não representa uma previsão oficial do resultado.

Requião Filho tem maior rejeição para governador

A pesquisa também mediu em quem os entrevistados não votariam.

Nesse quesito, cada pessoa podia citar mais de um candidato, de modo que os percentuais não devem ser somados como uma distribuição única de 100%.

Requião Filho aparece com a maior rejeição: 36,6%.

Sergio Moro vem em seguida, com 24,8%.

Sandro Alex tem 10,9%.

Tayná Miessa aparece com 5,5%; Adriano Funileiro, 4,7%; Doutor Alexandre Salomão, 4,1%; Luiz França, 3,2%; e Samuel de Mattos, 2,9%.

Outros 6,4% disseram que poderiam votar em todos, enquanto 14,5% não souberam ou não opinaram.

Rejeição dos principais nomes muda pouco

Entre agosto e setembro, a rejeição de Requião Filho passa de 36,3% para 36,6%.

Moro vai de 23,8% para 24,8%, enquanto Sandro Alex passa de 11,1% para 10,9%.

As maiores mudanças numéricas aparecem entre candidatos menos conhecidos na intenção de voto.

Tayná Miessa cai de 9,9% para 5,5%; Alexandre Salomão, de 7,5% para 4,1%; Luiz França, de 6,9% para 3,2%; e Samuel de Mattos, de 7,2% para 2,9%.

Entre os três principais nomes, novamente, o cenário é predominantemente estável.

Senado tem disputa muito mais aberta

Se no Governo existe uma diferença ampla entre primeiro e segundo colocados, a situação é diferente na eleição para senador.

Na pesquisa estimulada, Deltan Dallagnol aparece numericamente na frente, com 30,8%.

Alexandre Curi registra 28,4%.

Gleisi aparece com 25,7%, enquanto Filipe Barros tem 22,9%.

Cristina Graeml alcança 14,4% e Dr. Rosinha, 13%.

Marcelo Marcelino tem 1,7%; Joaquim do MLB, 1,3%; e Karen Guerreiro, 0,9%.

Como cada entrevistado podia escolher até dois candidatos, os percentuais não devem ser interpretados da mesma maneira que uma pesquisa para governador e podem ultrapassar 100% quando somados.

Pesquisa estimulada para senador

Deltan Dallagnol — 30,8%

Alexandre Curi — 28,4%

Gleisi — 25,7%

Filipe Barros — 22,9%

Cristina Graeml — 14,4%

Dr. Rosinha — 13,0%

Marcelo Marcelino — 1,7%

Joaquim do MLB — 1,3%

Karen Guerreiro — 0,9%

Nenhum/branco/nulo — 7,4%

Não sabe/não opinou — 6,1%.

Quatro nomes aparecem acima de 20%

A diferença numérica entre Deltan, primeiro colocado, e Alexandre Curi, segundo, é de apenas 2,4 pontos percentuais.

Entre Deltan e Gleisi são 5,1 pontos.

Filipe Barros, quarto colocado, está 7,9 pontos atrás do primeiro.

É um quadro muito diferente da eleição para governador e sugere uma disputa proporcionalmente mais competitiva dentro da fotografia registrada pelo levantamento.

A margem de erro informada pelo instituto é de aproximadamente 2,8 pontos para os resultados gerais, por isso diferenças pequenas precisam ser apresentadas com cautela.

Espontânea mostra grande indefinição para o Senado

Na pesquisa espontânea, 71,6% não souberam ou não opinaram sobre quem escolheriam para senador.

Deltan Dallagnol é o mais citado, com 9,8%.

Gleisi aparece com 6,8%, Alexandre Curi com 3,5% e Filipe Barros com 2,7%.

Cristina Graeml tem 1,6%, Dr. Rosinha 0,7%, Karen Guerreiro 0,2% e Joaquim do MLB 0,1%.

Outros nomes somam 0,5%.

O índice de 71,6% mostra que, espontaneamente, a corrida pelo Senado ainda apresenta elevado grau de indefinição entre os entrevistados.

Principais nomes do Senado recuam numericamente em relação a agosto

A comparação com agosto apresenta redução numérica para quase todos os candidatos mais bem colocados.

Deltan passa de 34% para 30,8%.

Alexandre Curi vai de 29,6% para 28,4%.

Gleisi passa de 28,1% para 25,7%.

Filipe Barros cai numericamente de 26% para 22,9%.

Cristina Graeml vai de 17,2% para 14,4%.

Dr. Rosinha é exceção entre os nomes com dois dígitos e passa de 12,3% para 13%.

Como a pergunta permite até duas escolhas por entrevistado, não é possível interpretar automaticamente a redução de um candidato como transferência direta para outro.

Deltan tem diferença expressiva entre homens e mulheres

O cruzamento por sexo mostra uma das maiores diferenças de toda a pesquisa.

Deltan Dallagnol registra 39,2% entre os homens e 23,3% entre as mulheres.

São 15,9 pontos percentuais de diferença.

Alexandre Curi apresenta cenário muito mais equilibrado: 27,8% entre homens e 28,9% entre mulheres.

Gleisi também varia pouco, com 25,3% e 26,1%, respectivamente.

Filipe Barros aparece com 26,4% entre homens e 19,7% entre mulheres.

Cristina Graeml registra 14,9% no público masculino e 13,9% no feminino.

Escolaridade é um dos pontos fortes de Deltan

Deltan aparece com 21,8% entre entrevistados com Ensino Fundamental, 29,4% no Ensino Médio e 44,1% no Ensino Superior.

A diferença entre os extremos chega a 22,3 pontos.

Alexandre Curi registra 30,8% no Fundamental, 26,4% no Médio e 28,9% no Superior.

Gleisi chega a 30,8% no Fundamental, cai para 22,9% no Médio e tem 24,5% no Superior.

Filipe Barros registra 19,7%, 23,8% e 25,2%, respectivamente.

O resultado mostra que o eleitorado de Deltan é particularmente forte dentro do grupo de maior escolaridade pesquisado.

Religião também divide preferências para o Senado

Entre os entrevistados que participaram recentemente de alguma celebração religiosa, Deltan registra 34,9%.

Entre os que não participaram, tem 26,3%.

Alexandre Curi aparece com 30,3% no primeiro grupo e 26,3% no segundo.

Gleisi apresenta o padrão inverso: tem 23,5% entre aqueles que participaram de celebrações religiosas e 28,1% entre os que não participaram.

Filipe Barros registra 24% e 21,7%, respectivamente.

Assim como no cenário para governador, o dado revela associação entre perfil e preferência dentro da amostra, mas não permite estabelecer relação de causa e efeito.

Gleisi lidera rejeição para o Senado

A rejeição produz uma das maiores diferenças de toda a pesquisa.

Gleisi aparece com 42,3%.

Deltan Dallagnol está em segundo lugar, mas muito abaixo, com 12%.

Dr. Rosinha registra 9,3%, Alexandre Curi 6,3%, Cristina Graeml 6,2% e Filipe Barros 5,9%.

Marcelo Marcelino aparece com 5,1%, Joaquim do MLB com 3,6% e Karen Guerreiro com 3,1%.

Outros 7,5% disseram que poderiam votar em todos, enquanto 20,9% não souberam ou não opinaram.

Cada entrevistado podia rejeitar mais de um candidato.

Rejeição de Gleisi permanece praticamente igual

Em agosto, Gleisi aparecia com 42,2% de rejeição. Agora tem 42,3%.

Deltan passa de 13% para 12%.

Dr. Rosinha vai de 12,1% para 9,3%, Alexandre Curi de 8,5% para 6,3%, Cristina Graeml de 6,7% para 6,2% e Filipe Barros de 7,4% para 5,9%.

O percentual de pessoas que não souberam ou não opinaram na rejeição aumenta de 15,5% para 20,9%.

O que a pesquisa revela sobre o cenário eleitoral do Paraná

A leitura conjunta do levantamento mostra que a disputa pelo Governo do Estado e a eleição para o Senado estão em momentos diferentes.

Para governador, há um primeiro colocado com vantagem numérica ampla e relativamente homogênea nos principais segmentos pesquisados.

Moro lidera entre homens e mulheres, entre todas as faixas etárias, nos três níveis de escolaridade detalhados e nos grupos de PEA e não PEA.

Também aparece muito à frente na percepção de vitória, com 49,4%.

Ao mesmo tempo, o alto índice de 51,2% de entrevistados que não citam espontaneamente um candidato demonstra que a preferência ainda não está plenamente cristalizada quando não há apresentação dos nomes.

Rejeição cria dificuldades diferentes

Os índices de rejeição complementam o cenário.

Requião Filho, segundo colocado para governador, aparece como o nome com maior rejeição, 36,6%.

Moro, apesar da liderança, também registra rejeição relevante, de 24,8%.

Sandro Alex combina 17,5% de intenção de voto com 10,9% de rejeição.

Esses números não permitem calcular automaticamente o limite eleitoral de cada candidato, mas ajudam a dimensionar tanto o apoio quanto a resistência existente na amostra.

Senado apresenta fotografia mais imprevisível

Para o Senado, não existe uma vantagem semelhante à encontrada na disputa pelo Governo.

Deltan, Alexandre Curi, Gleisi e Filipe Barros formam o grupo principal.

Além disso, os perfis são bastante distintos.

Deltan se destaca entre homens e entre entrevistados com Ensino Superior.

Alexandre Curi apresenta distribuição mais equilibrada entre homens e mulheres e rejeição de apenas 6,3%.

Gleisi mantém um percentual expressivo de intenção de voto, mas convive com rejeição de 42,3%, muito superior à dos demais nomes.

Filipe Barros aparece no grupo principal, com 22,9% das menções estimuladas e rejeição de 5,9%.

O cenário indica uma disputa na qual olhar apenas para a classificação geral é insuficiente. Os cruzamentos por sexo, idade, escolaridade, condição econômica e participação religiosa mostram bases eleitorais bastante diferentes.

O maior sinal de indefinição está na pesquisa espontânea

A comparação entre pesquisa estimulada e espontânea provavelmente é um dos melhores indicadores do estágio atual da disputa.

Para governador, 51,2% não apontam espontaneamente candidato.

Para senador, o índice sobe para 71,6%.

Quando os nomes são apresentados, porém, a quantidade de indecisos cai fortemente.

Isso demonstra que muitos eleitores reconhecem e escolhem entre alternativas apresentadas, mas ainda não carregam espontaneamente a mesma decisão quando precisam mencionar um nome sem estímulo.

É uma diferença importante para acompanhar nas próximas pesquisas.

Comparação com agosto não mostra virada

Outro cuidado essencial é não procurar uma “virada” onde os números ainda não mostram uma.

No Governo, Moro oscila de 46,1% para 45%; Requião de 23,4% para 24%; e Sandro Alex de 16,5% para 17,5%.

As diferenças são pequenas.

No Senado, vários candidatos recuam numericamente ao mesmo tempo, o que também exige cautela em interpretações de transferência de voto.

O retrato mais seguro é que Moro mantém ampla liderança no cenário para governador, enquanto o Senado permanece mais competitivo e fragmentado.

Metodologia da Paraná Pesquisas

A pesquisa foi realizada entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026 em 56 municípios do Paraná.

Foram entrevistados 1.280 eleitores.

Segundo o instituto, a amostra é representativa do eleitorado estadual e foi selecionada em três etapas.

Primeiro, houve sorteio probabilístico dos municípios pelo método de Probabilidade Proporcional ao Tamanho. Depois, foram selecionadas as localidades dentro desses municípios. Na terceira fase, os entrevistados foram escolhidos por cotas proporcionais de gênero, faixa etária, escolaridade e renda domiciliar mensal.

A margem de erro estimada para os resultados gerais é de aproximadamente 2,8 pontos percentuais, com grau de confiança de 95%.

A Paraná Pesquisas informa ainda que pelo menos 30% das entrevistas foram auditadas, correspondendo a no mínimo 384 questionários.

O levantamento está registrado no TSE sob o nº PR-03399/2026.

Análise final da CGN

O levantamento coloca Sergio Moro em uma posição claramente diferente dos demais nomes testados para o Governo do Paraná. A vantagem de 21 pontos sobre Requião Filho na estimulada é acompanhada por liderança em todos os segmentos apresentados e por uma percepção de vitória ainda maior, de 49,4%.

O principal obstáculo apresentado pelos números para Requião Filho não está apenas na distância para o primeiro colocado. Sua rejeição de 36,6% é a maior entre os nomes avaliados para governador.

Sandro Alex aparece em terceiro, com 17,5%, com baixa rejeição relativa e índices próximos de 20% em alguns segmentos.

A eleição para o Senado tem lógica diferente. Deltan lidera numericamente, mas Alexandre Curi, Gleisi e Filipe Barros permanecem próximos o suficiente para formar um bloco competitivo.

O cruzamento mais marcante de Deltan é sua força entre homens e entrevistados com Ensino Superior. Alexandre Curi apresenta um perfil mais uniforme entre segmentos. Gleisi combina votação relevante e rejeição elevada. Filipe Barros se mantém entre os quatro primeiros e tem rejeição relativamente baixa.

Há, entretanto, um elemento que atravessa as duas disputas: a elevada indefinição espontânea.

Mais da metade não cita candidato espontaneamente para governador, e mais de sete em cada dez não citam um nome para o Senado.

Por isso, apesar de a pesquisa estimulada apresentar uma fotografia bastante clara no Governo, os dados mostram que uma parcela significativa do eleitorado ainda não tem uma escolha que apareça espontaneamente.

Esse será provavelmente um dos indicadores mais importantes para comparar nos próximos levantamentos: saber se a lembrança espontânea dos principais candidatos começa a crescer e se isso altera — ou confirma — as posições hoje registradas.

Veja também

Notícias Mais Acessadas Agora

Notícias Mais Lidas