‘Temos que aposentar o Lula’, diz candidato ao Senado Felipe Barros para melhorar a segurança
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Por Luiz Haab
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A segurança pública foi um dos temas que provocaram um dos discursos mais duros do candidato ao Senado Felipe Barros, do PL, durante entrevista concedida nesta quarta-feira (2) ao jornalista Luiz Haab, no Estúdio CGN. Questionado sobre os crimes que mais afetam diretamente a população, como furtos de fios, roubos de veículos e invasões de imóveis, o candidato defendeu o endurecimento das penas e uma mudança na forma como o Estado trata criminosos e policiais.
Ao responder sobre a presença do chamado “ladrão pé de chinelo” no cotidiano dos cascavelenses, Barros ampliou a crítica e afirmou que o país vive, na avaliação dele, uma “inversão de valores”. O candidato direcionou parte do discurso ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defendeu que o eleitorado deveria tirá-lo da vida pública.
“Se queremos melhorar a segurança pública do país, aposentar o Lula”, afirmou Barros. Na sequência, fez uma crítica ainda mais direta ao presidente: “Precisamos começar com o Lula de cima”.
O candidato também defendeu mudanças na legislação penal para aumentar a punição de criminosos. Segundo ele, não basta combater apenas as grandes organizações criminosas, já que os delitos praticados por criminosos que atuam individualmente ou em pequenos grupos também afetam diretamente a população.
“Agora, mais do que isso, nós precisamos endurecer as penas dos criminosos”, declarou.
Barros reconheceu que a percepção da atuação de grandes facções pode ser mais evidente em estados como Bahia e Ceará, mas afirmou que o avanço do crime organizado também preocupa no Paraná. Ele citou a região Oeste e a Tríplice Fronteira como áreas que, segundo sua avaliação, exigem atenção especial das forças de segurança.
O candidato mencionou ainda municípios como Guaíra e Terra Roxa e afirmou que facções criminosas utilizariam áreas indígenas para atividades relacionadas ao tráfico de drogas e armas, inclusive com conexões internacionais.
Para enfrentar esse cenário, Barros defendeu três frentes principais: penas mais rigorosas, fortalecimento das forças de segurança e ampliação do uso de tecnologia no combate à criminalidade.
“Nós precisamos combater os grandes e os grandes através do endurecimento das penas, fortalecimento das nossas forças de segurança, uso de tecnologia para as nossas forças de segurança”, afirmou.
Outro ponto central da entrevista foi a situação enfrentada pelos próprios policiais. Barros criticou o que considera falta de respaldo aos agentes que atuam nas ruas e citou situações em que policiais prendem suspeitos, mas os detidos acabam sendo soltos posteriormente.
Na avaliação do candidato, esse cenário contribui para desmotivar os profissionais responsáveis pelo policiamento.
“Hoje o policial muitas vezes vai para a rua desmotivado, que prende, a Justiça solta no mesmo dia, depois o próprio policial é processado pelo bandido”, disse.
Barros também criticou o fato de policiais precisarem recorrer a recursos próprios para custear a defesa jurídica em processos decorrentes da atuação profissional.
“Chega! O policial tem que ser, inclusive, defendido pelos advogados do Estado, para não correr o risco de ter que fazer vaquinha para pagar advogado privado”, afirmou.
Durante a entrevista, o candidato sustentou que o combate à criminalidade precisa alcançar tanto as grandes organizações criminosas quanto os crimes que atingem diretamente a rotina da população. A proposta apresentada por ele envolve mudanças nas penas, investimentos em tecnologia e maior proteção jurídica aos agentes de segurança.