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BC chinês diz que protecionismo pesa na economia global e nega busca por superávit comercial

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Tom reforça discurso do presidente chinês Xi Jinping em reunião na terça-feira da Organização para Cooperação de Xangai (OCX).

Por Agência Estado

O presidente do Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês), Pan Gongsheng, afirmou que as tensões comerciais e o protecionismo estão pesando sobre a economia global ao afetarem cadeias de suprimentos, elevarem a inflação e perturbarem as expectativas dos mercados. Em reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G20, em Asheville, nos Estados Unidos, Gongsheng defendeu maior coordenação de políticas macroeconômicas e a preservação do multilateralismo para enfrentar riscos globais.

Tom reforça discurso do presidente chinês Xi Jinping em reunião na terça-feira da Organização para Cooperação de Xangai (OCX).

Ao tratar dos desequilíbrios globais, o dirigente do BC da China disse que o aumento do protecionismo comercial, a ampliação de questões tratadas como de segurança nacional e a imprevisibilidade das políticas contribuíram para agravar o problema nos últimos anos.

Segundo Gongsheng, países deficitários devem reduzir seus déficits fiscais e elevar a taxa doméstica de poupança, enquanto economias superavitárias precisam estimular de forma apropriada o consumo e os investimentos.

Gongsheng afirmou ainda que a China “nunca busca deliberadamente um superávit comercial” e continuará ampliando a demanda doméstica e promovendo uma abertura de alto nível ao exterior. Segundo ele, Pequim pretende usar o tamanho do mercado chinês para criar novas oportunidades a outros países e contribuir para um novo equilíbrio dinâmico da economia mundial.

A fala de Gongsheng retoma a resposta dada por Pequim às críticas do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que no fim de semana classificou como insustentável o superávit comercial chinês de quase US$ 1,2 trilhão e defendeu maior estímulo ao consumo doméstico. Na segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores da China já havia afirmado que o país “nunca buscou deliberadamente superávits comerciais” e criticado tarifas unilaterais.

Na reunião, o presidente do PBoC acrescentou que a economia chinesa segue, em geral, estável e com melhora, com otimização de sua estrutura e funcionamento estável dos mercados financeiros. O banco central continuará a transformação de sua estrutura de política monetária, aperfeiçoará o sistema de juros e manterá uma política monetária “moderadamente frouxa”, de acordo com o comunicado.

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