Folga que temos para a meta pode ser usada para melhorar primário ano que vem, diz Durigan
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Por Agência Estado
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a folga de R$ 10,1 bilhões em relação ao centro da meta de 0,5% do PIB (que equivale a R$ 73,2 bilhões) poderá ser usada para melhorar o resultado primário. Se considerado o resultado ajustado – ou seja, com as exceções permitidas à meta -, está previsto um superávit de R$ 83,4 bilhões no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, apresentado nesta segunda-feira, 31.
“A gente está melhorando o resultado primário e a folga que existe, em que a gente contém investimento, outros gastos institucionais, podem nos dar essa liberdade para melhorar o resultado. A depender da situação que a gente vive aqui, no ano que vem, nós vamos ter mais instrumentos na gestão da execução orçamentária, para atingir os resultados que a gente está se propondo”, afirmou Durigan.
O titular da Fazenda também disse que a equipe econômica fará o que for necessário para buscar o centro da meta em 2027.
Na mesma linha, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse acreditar ser factível entregar o primário no centro da meta, podendo contingenciar se precisar. “Caso necessite fazer contingenciamento para buscar a meta, esse é o nosso instrumento clássico. Então, quanto maior a sua base de despesa discricionária, mais você tem elementos para fazer esse contingenciamento sem produzir efeitos adversos, como shutdown. Então, é isso que nos dá a garantia de que a gente consegue alcançar um resultado primário muito acima daquele que está projetado para efeito de meta”, afirmou.