Bessent diz que EUA e China têm mais pontos em comum do que divergências sobre o Irã
Publicado em
Por Agência Estado
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que Washington e Pequim “têm muito mais em comum sobre o Irã do que discordâncias”, ao comentar a estratégia americana de pressão econômica para forçar Teerã a negociar em entrevista à CNBC.
Segundo Bessent, a leitura de que os EUA dependeriam da cooperação chinesa para apertar o cerco ao Irã é equivocada. Ele sustentou que a ação pode avançar “mesmo sem a China”, citando como evidência o fato de que o volume de petróleo iraniano disponível “no mar” estaria limitado por conta do bloqueio naval americano, o que reduziria a margem de manobra de Teerã para manter receitas e fôlego financeiro.
O secretário também relatou que teve uma reunião “robusta” no domingo com o presidente do Banco do Povo da China (PBoC), Pan Gongsheng. Embora não tenha detalhado o teor do encontro, Bessent usou o contato para reforçar a mensagem de que existe espaço de convergência com a China quando o assunto é o Irã.
Na entrevista, Bessent enquadrou a chamada “Operação Pária Econômico” como peça central do esforço dos EUA. Na sua descrição, o objetivo não seria outro senão “criar condições” para que o Irã queira “vir à mesa” e fechar um acordo de paz. Ainda assim, reconheceu que o presidente Donald Trump não acredita que o Irã esteja pronto para negociar no momento.
Bessent também disse esperar alívio nos preços do petróleo, afirmando que as cotações “vão cair”, em meio à tentativa do governo americano de reduzir incertezas e evitar que a tensão geopolítica contamine as perspectivas de crescimento econômico.
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