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Homem com síndrome de Down é agredido após tentar comprar carregador

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Conforme apurado pela família, o homem foi até o estabelecimento para comprar um carregador de celular e teria se envolvido em uma discussão com o comerciante.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Allan Machado

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Um homem de 57 anos, com síndrome de Down, foi agredido com golpes de um pedaço de madeira após tentar comprar um carregador para o celular em um comércio no bairro Pinheirinho, em Curitiba. O caso aconteceu na segunda-feira (24). Segundo a família, ele sofreu diversas lesões, incluindo fraturas nos dedos, ferimentos pelo corpo e dentes quebrados.

Conforme apurado pela família, o homem foi até o estabelecimento para comprar um carregador de celular e teria se envolvido em uma discussão com o comerciante. Durante a situação, ele ficou nervoso e cuspiu no chão. Em seguida, segundo o relato, o comerciante teria partido para cima dele.

Em entrevista à repórter Thais Travençoli, da Ric RECORD, Heloísa de Oliveira, irmã da vítima, contou que o homem costuma cuspir no chão quando fica nervoso e que esse comportamento teria ocorrido durante o episódio. “Meu irmão ia comprar o carregador, chegou para comprar. Não sabia falar, acho que o cara era novato lá [na loja]. O cara explodiu com ele. Ele ficou nervoso, cuspiu, e aí o homem saiu batendo nele. Foi meu irmão que me contou. Daí ele correu, e o cara pegou um pedaço de pau e foi dando nele, nas mãos dele e tudo. Quando ele fica nervoso, ele cospe” explicou Heloísa de Oliveira, irmã da vítima.

Ainda conforme a família, moradores relataram que o homem teria sido jogado na calçada e que o comerciante teria saído atrás dele com um pedaço de madeira. As agressões teriam parado somente depois que vizinhos intervieram. Família de homem com síndrome de Down agredido no Pinheirinho cobra responsabilização A família registrou um boletim de ocorrência e espera que o responsável seja identificado e responsabilizado. Segundo os familiares, as mãos do homem estão enfaixadas devido aos ferimentos e ele não consegue realizar uma atividade que fazia para complementar a renda: a produção de artesanatos vendidos para moradores da região.

A irmã Marilene de Oliveira afirmou que espera que o responsável responda pelo que aconteceu. “Eu quero que ele arque com as consequências, porque o meu irmão não vai poder trabalhar agora porque as mãos estão todas enfaixadas. Eu quero que ele arque com as consequências” afirmou Marilene. Vítima tem medo de sair de casa após agressão O homem é conhecido pelos moradores da região, onde vive há décadas. Segundo os parentes, ele costumava circular pelos comércios do bairro e tinha contato frequente com os moradores.

Depois da agressão, porém, a rotina mudou. A família afirma que ele passou a ter medo de sair sozinho de casa e precisa ser acompanhado até mesmo para visitar o pai. “Ele não sai. Ele vai na casa do pai dele um pouquinho, mas o meu sobrinho vem buscar. Ele vem buscar e vem trazer. Meu sobrinho pega ele aqui, leva. Está com medo de sair para a rua agora” disse Heloísa.

O sobrinho André Lopes também destacou que o tio é conhecido pela tranquilidade e pelo bom relacionamento com os moradores. “Ele se dá bem com todo mundo, uma pessoa muito boa. Nós somos moradores aqui há mais de 40 anos. Não sei por que uma pessoa vai chegar numa situação dessa, por ele ter uma síndrome de Down, uma pessoa muito boa, tranquila. Não tem explicação para tanta brutalidade” concluiu André. A família afirma que passou a redobrar os cuidados com o homem depois do episódio. A Banda B entrou em contato com a Polícia Civil do Paraná (PCPR) para obter informações sobre a investigação e aguarda retorno.

Foto: Banda B/ Ric

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