Tarzan completa mais de um século de aventuras e ainda não largou a selva
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Por Redação
Muito antes de Tarzan ganhar voz no cinema, virar desenho animado e protagonizar incontáveis aventuras, ele já fazia sucesso nas páginas de uma revista. O personagem criado pelo escritor norte-americano Edgar Rice Burroughs atravessou mais de um século sem perder a capacidade de transformar uma selva em palco para grandes histórias.
O primeiro romance, Tarzan of the Apes, foi publicado em livro em 1914. Mas a história já havia aparecido anteriormente em formato seriado na revista All Story, em 1912.
O menino criado pelos macacos
A história apresenta John Clayton, posteriormente conhecido como Tarzan, filho de aristocratas britânicos que morrem na costa africana. Órfão, ele é criado por uma comunidade de grandes macacos e cresce completamente afastado da sociedade humana.
O personagem passa a viver entre dois mundos. De um lado, a selva onde foi criado. Do outro, a civilização humana, que descobre aos poucos e que coloca em xeque a identidade daquele homem criado longe dela.
A fórmula funcionou tão bem que Burroughs transformou Tarzan em uma série literária com mais de 20 continuações.
De personagem literário a ícone mundial
A força do personagem ultrapassou os livros. Tarzan ganhou adaptações para cinema, televisão, rádio e histórias em quadrinhos, tornando-se um dos personagens mais reconhecidos da cultura popular.
E talvez esteja aí a explicação para sua longevidade: Tarzan não era apenas um sujeito que morava na floresta e tinha um talento impressionante para o transporte por cipós.
Era uma história sobre identidade, civilização, natureza e pertencimento. Temas que, aparentemente, envelheceram muito melhor do que a própria selva.