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Família de paciente internada pelo SUS relata cobrança de R$ 2,9 mil por tomografias e medicamentos

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Paciente está em UTI no HU pelo Sistema Único de Saúde, que não prevê cobrança direta da família pelo atendimento; contato pelo WhatsApp levantou suspeita de golpe.
Imagem referente a Família de paciente internada pelo SUS relata cobrança de R$ 2,9 mil por tomografias e medicamentos
Foto: Reprodução/CGN

Por Redação CGN

Atualizado em

Familiares de uma paciente internada em UTI pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Universitário do Oeste do Paraná em Cascavel, relatam uma possível tentativa de golpe após receberem, pelo WhatsApp, uma cobrança de R$ 2,9 mil supostamente relacionada a duas tomografias e medicamentos utilizados no atendimento da mulher.

Por se tratar de uma internação pelo SUS, a família não deve arcar diretamente com custos referentes ao atendimento, exames e medicamentos disponibilizados no tratamento dentro da rede pública. Esse detalhe reforçou a desconfiança diante do pedido de pagamento.

As conversas encaminhadas à reportagem mostram que um contato identificado no aplicativo como “Dr Felipe” iniciou a comunicação e realizou uma ligação de aproximadamente nove minutos.

Após a chamada, o contato enviou a mensagem: “Referente as duas tomografias computadorizadas, e ampolas de medicações”.

Na sequência, foram encaminhados dados para pagamento e o valor de R$ 2.900.

Família suspeita de golpe durante internação

Em outra conversa encaminhada à reportagem, uma familiar afirma que a mãe está internada na UTI e relata que estariam tentando aplicar um golpe envolvendo os exames da paciente.

“Mas isso tá acontecendo lá dentro do HU”, diz uma das mensagens apresentadas pela família.

A afirmação representa o relato da familiar. As imagens não comprovam que a pessoa responsável pelo contato tenha vínculo com o hospital ou faça parte da equipe que atende a paciente.

Também não é possível confirmar, apenas pelas capturas de tela, se o responsável pelo número é realmente médico ou se a identificação exibida no WhatsApp corresponde à identidade de quem realizou a cobrança.

Cobrança chama atenção por citar exames da paciente

A menção a duas tomografias e a medicamentos chamou a atenção da família porque a cobrança teria sido apresentada como relacionada ao atendimento da paciente.

Como a mulher está internada pelo SUS, a cobrança direta de R$ 2,9 mil à família por esses procedimentos causou estranhamento e levou os parentes a suspeitarem de fraude.

Caso os exames citados na conversa façam parte efetivamente do tratamento da paciente, caberá às autoridades e à instituição hospitalar apurar como essas informações chegaram à pessoa responsável pelo contato.

Até o momento, o material apresentado não permite afirmar que houve vazamento de dados hospitalares.

Os dados financeiros enviados na conversa também não são suficientes para atribuir responsabilidade à pessoa cujo nome aparece associado à conta. A existência de uma conta ou chave de pagamento vinculada a determinado nome, por si só, não comprova participação em eventual fraude.

CGN pede relatos de casos semelhantes

A CGN orienta que outras pessoas que tenham recebido contatos semelhantes, com pedidos de pagamento relacionados a pacientes internados, exames, medicamentos ou procedimentos hospitalares, entrem em contato com a reportagem.

Relatos semelhantes podem ajudar a identificar se a abordagem ocorreu de forma isolada ou se outras famílias também foram procuradas.

Quem tiver recebido mensagens desse tipo deve, se possível, preservar capturas de tela, números de telefone, registros de chamadas e dados enviados para pagamento, evitando realizar transferências antes de confirmar diretamente com a instituição de saúde a existência de qualquer cobrança.

Whatsapp da CGN – (45) 99969-4530

O espaço permanece aberto para manifestação da instituição hospitalar e das pessoas citadas no caso.

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