Tesouro dos EUA sanciona cerca de 50 empresas e 30 indivíduos com suspostas ligações com Irã
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Por Agência Estado
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) do Departamento do Tesouro dos EUA sancionou nesta segunda-feira, 24, cerca de 50 empresas e 30 indivíduos com supostas ligações com o regime iraniano. Entre os indivíduos, a maioria é iraniana e chinesa; já a maior parte das empresas sancionadas está em Hong Kong, nos Emirados Árabes Unidos e na China continental.
O Tesouro impôs penalidades a qualquer pessoa que opere nos setores de aviação, ativos digitais, ouro, transporte e tecnologia da economia iraniana. Os EUA deram prazo até 8 de setembro para que empresas ou pessoas encerrem negócios com o Irã que haviam sido autorizados no passado.
Além disso, a partir desta segunda e por prazo indefinido, Washington suspendeu certas licenças gerais que envolvem remessas pessoais não comerciais para ou do Irã e atividades educacionais por pessoas dos EUA em países terceiros não autorizados.
Segundo o OFAC, foram removidas também licenças que permitiam laços de países com o Irã em áreas como esporte, educação e eventos. A concessão de bolsas de estudo a estudantes matriculados em universidades iranianas e acordos de intercâmbio também foram suspensos.
Em paralelo, o Departamento do Tesouro também removeu a designação da Síria como “Estado Patrocinador do Terrorismo”.
Consequentemente, a Síria não está mais sujeita às proibições sob os regulamentos de sanções de governos da Lista de Terrorismo. Em linha, os EUA revogaram a designação da Frente al-Nusrah como organização terrorista.
O grupo jihadista sunita, fundado em 2012 como filial da Al-Qaeda, foi ativo na guerra civil síria. “O Tesouro está cumprindo a promessa do presidente Trump de dar ao povo sírio uma chance de grandeza”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em comunicado.