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Flávio Bolsonaro mostra visão ultrapassada sobre energia ao falar sobre E32, diz Mercadante

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“A declaração do candidato revela uma visão ultrapassada sobre o futuro da energia.

Por Agência Estado

A declaração do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) de que “a gasolina virou etanol” foi classificada como “mais do que equivocada” e “um novo ataque do negacionismo climático” pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante. Na avaliação de Mercadante, a declaração reproduz uma narrativa enganosa de que o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro, para 32%, seria adotada para prejudicar o consumidor.

“A declaração do candidato revela uma visão ultrapassada sobre o futuro da energia. Estamos avançando na transição energética, substituindo parte de um combustível fóssil por uma fonte renovável produzida no próprio país. Isso significa menos dependência do petróleo, mais mercado para o produtor rural, mais atividade para a indústria brasileira”, disse Mercadante, em nota.

Em uma live, Flávio Bolsonaro criticou o E32, comparando a medida à “reduflação” e afirmando que a proporção deveria ser revista. Ele também mencionou preocupações com possíveis danos aos motores.

Em resposta, entidades do setor de açúcar e etanol (como Unica, Unem, Bioenergia Brasil, Feplana, Unida e Orplana) afirmaram que essa comparação “desinforma o consumidor”.

No posicionamento divulgado neste sábado, 22, pelo BNDES, Mercadante ressalta que o banco já aprovou na atual gestão mais de R$ 17 bilhões para investimentos em biocombustíveis, quase quatro vezes o valor registrado no governo anterior (R$ 4,4 bilhões). Os recursos foram destinados a 17 projetos para ampliar em mais de 5 bilhões de litros por ano a produção de etanol no país.

“Enquanto alguns tratam o etanol como problema, o governo Lula trabalha para fazer dos biocombustíveis uma das grandes oportunidades do Brasil, fortalecendo o agronegócio, a indústria e a inovação, ao mesmo tempo em que acelera a transição para uma economia de baixo carbono”, diz Mercadante.

O banco lembra que também foram aprovados mais de R$ 1,7 bilhão em novas tecnologias, como motores híbridos flex e motores a etanol para máquinas agrícolas, em projetos da Volkswagen, Stellantis e Toyota.

“O Brasil possui uma vantagem competitiva única: produzir energia renovável em grande escala e desenvolver a tecnologia para utilizá-la. O etanol é uma inovação brasileira, resultado de mais de 50 anos de investimentos da Embrapa, do BNDES, da pesquisa e da ciência brasileiras. O governo Lula está transformando nossas riquezas naturais e capacidade produtiva em desenvolvimento, inovação e oportunidades para os brasileiros”, finaliza.

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