Durigan: seguiremos apertando o arcabouço fiscal para colaborar com a política monetária
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Por Agência Estado
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que sua equipe seguirá “apertando o arcabouço fiscal” e lembrou que foi aprovada na semana passada pelo Congresso Nacional uma contenção no crescimento de despesas obrigatórias que vai abrir espaço para as despesas discricionárias em 2027.
“A gente vai seguir apertando o arcabouço fiscal para que a gente tenha um resultado cada vez melhor do ponto de vista fiscal, que é o trabalho do ministro da Fazenda colaborar com a política monetária, fazendo o seu papel do lado da política fiscal”, disse em entrevista à GloboNews.
Sobre o endividamento das famílias, Durigan afirmou que, em um país saudável, é natural que as pessoas tomem crédito, o problema é não conseguir pagar as contas.
Na sequência, o titular da Fazenda afirmou que há muita incerteza no momento em razão do período eleitoral e disse que a campanha petista defende o fortalecimento da regra fiscal estabelecida. “O que nós fizemos nessa gestão foi muito mais responsável fiscalmente do que foi feito na gestão anterior. Nada do que foi aprovado no Congresso, nada do que foi proposto pelo governo tem aumento de despesas sem fonte de financiamento”, sustentou. E completou dizendo que o que o Congresso aprovou de aumento de despesas ou de aumento de renúncia foi questionado no Supremo Tribunal Federal (STF).
Ele lembrou que as agências de risco que fizeram avaliação do País aumentaram a nota do Brasil nesse meio tempo. “O que eu estou dizendo é que nós estamos no caminho certo e o que eu estou sinalizando para frente é que nós vamos ter que diminuir o gasto obrigatório, melhorar a eficiência dos programas sociais e seguir recompondo receita dentro de uma discussão de justiça”. E exemplificou que as ideias envolvem: seguir fazendo cortes lineares em benefícios tributários; melhorar a eficiência do Estado colocando menos peso na contratação de pessoal e estabelecendo limites; e olhando para os privilégios indevidos, seja de aposentadoria do serviço público e de militares, seja otimizando a máquina pública.
“Isso sem dúvida abre espaço de despesa discricionária que é investimento, que tem que ser focalizado em áreas estratégicas e abre espaço para a queda da taxa de juros”, defendeu. “Veja que nós já temos sinalizado uma trajetória de resultado primário positivo, não é de agora, não é só narrativa e promessa de campanha, isso está colocado nos documentos que nós mandamos para o Congresso, nas leis orçamentárias”, acrescentou.
“Para além de dar cavalo de pau, de fazer discurso fácil que a gente viu que não dá certo, vamos seguir um discurso comprometido, em que a gente tenha compromisso institucional e democrático e faça mais uma vez um ajuste fiscal que reflita o que a gente fez nessa administração, olhando para corte de gasto, olhando para recomposição de receita, sem arrocho, sem prejudicar os mais pobres, abrindo espaço para o investimento privado com redução de juros”, completou.