Todos os empresários deveriam ter sido chamados para discutir o fim da escala 6 x 1, diz Caiado
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Por Agência Estado
O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, voltou a dizer nesta sexta-feira, 21, ser favorável à redução da jornada de trabalho para escala 5 x 2, mas criticou a forma que a discussão foi feita no País, já visando o processo eleitoral deste ano. As declarações foram feitas após agenda no Mercado Municipal de São Paulo.
“Deveria ser uma medida discutida com todos que são empregadores. Esta é a maneira como se deve fazer”, disse Caiado. “Uma PEC está em votação, ela será aprovada e será promulgada também. Este assunto nós sempre nos colocamos que ela vai acontecer e que nós somos favoráveis. O que nós criticamos na medida é que ela foi proposta de forma eleitoreira”, disse Caiado, reforçando que, se fosse presidente, teria chamado todos os empresários para discutir melhor a questão. “Eu não vou criar uma emenda à Constituição Brasileira sem ouvir as partes interessadas”.
Segurança pública e economia
Ao falar sobre economia, Caiado reiterou críticas ao nível da taxa de juros, que ele atribui à “gastança” do governo federal e defendeu uma política “austera”. “Essa taxa de juros ela tem que chegar a patamares de 6% e uma inflação em torno de 3% a 4%. Isso é que a sociedade brasileira espera de nós”, declarou. Segundo o candidato, o atual governo gerou apenas taxa de juros alta, endividamento e “empresas que fogem para o Paraguai”.
Na segurança pública, o ex-governador goiano fez menção ao recente episódio em que criminosos no Rio de Janeiro foram filmados ministrando um “curso” de uso de drones. “É inaceitável o que vimos ontem (quinta, 20). É o máximo da sofisticação que o narcotráfico tem drones para atingir pessoas e policiais no Brasil”.
Questionado sobre possíveis nomes para a formação de ministérios em seu governo, já que Caiado já citou nomes como o de Armínio Fraga para economia e Lincoln Gakiya na segurança pública, o candidato se limitou a dizer que buscará ampliar a participação feminina. “Uma posição minha, desde quando fui governador, é de ter uma presença muito forte das mulheres no meu ministério”, declarou.