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Dirigente do Fed diz não ver indícios que justifiquem aumentos preventivos de juros

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Em entrevista à Bloomberg TV, Daly afirmou que apoiou “totalmente” a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, em inglês) de manter as taxas inalteradas em julho, destacando que a estabilidade de preços permanece em seu foco.

Por Agência Estado

A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de São Francisco, Mary Daly, disse nesta quinta-feira, 20, que não vê indícios que justifiquem aumentos preventivos nas taxas de juros, já que a perspectiva aponta para o arrefecimento dos choques inflacionários.

Em entrevista à Bloomberg TV, Daly afirmou que apoiou “totalmente” a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, em inglês) de manter as taxas inalteradas em julho, destacando que a estabilidade de preços permanece em seu foco. “Dados recentes sobre emprego e inflação não alteraram as perspectivas até o momento, mas estamos aquém da meta de 2%”, pontuou.

Segundo ela, o aumento dos rendimentos dos Treasuries não constitui um sinal para a política monetária, evitando comentar a decisão da quarta-feira do Departamento do Tesouro de dobrar o tamanho das operações de recompra para títulos de longo prazo. “Fed continuará cumprindo sua missão, independentemente das medidas do Tesouro”.

Daly ainda descreveu a alta dos juros longos como um “fenômeno global”, com a demanda de inteligência artificial possivelmente puxando para cima os rendimentos americanos.

Sobre o mercado de trabalho, a dirigente acredita que não há nenhum sinal de enfraquecimento e que o emprego se encontra em uma “estabilidade desconfortável” – com poucas demissões e contratações. “Mercado de trabalho não está contribuindo para inflação neste momento; estou procurando sinais de uma inflação mais agressiva, mas não vejo isso”, acrescentou.

Daly ainda frisou que a política monetária está em um “bom lugar” para lidar com o duplo mandato e que não vê a credibilidade do Fed em risco.

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