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Coreia do Sul diz que Norte disparou salva de mísseis balísticos de curto alcance ao mar

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O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul (JCS, na sigla em inglês) afirmou que cerca de 10 mísseis balísticos de curto alcance foram lançados da região da capital norte-coreana por volta das 17h (horário local) e seguiram na direção das águas orientais do país.

Por Agência Estado

A Coreia do Norte disparou nesta quinta-feira (20) uma salva de mísseis balísticos em direção ao mar, informou o Exército sul-coreano, um dia após Pyongyang minimizar a decisão dos EUA de reduzir exercícios militares com a Coreia do Sul, em um aparente gesto para tentar retomar a via diplomática.

O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul (JCS, na sigla em inglês) afirmou que cerca de 10 mísseis balísticos de curto alcance foram lançados da região da capital norte-coreana por volta das 17h (horário local) e seguiram na direção das águas orientais do país.

Segundo os militares, Seul reforçou sua postura de vigilância e coordena de perto com EUA e Japão o compartilhamento de informações sobre os disparos.

O Conselho de Segurança Nacional da presidência sul-coreana realizou uma reunião de emergência para discutir os lançamentos e, em seguida, divulgou nota pedindo que a Coreia do Norte suspenda disparos de mísseis balísticos, proibidos por resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Mais cedo, o gabinete do primeiro-ministro do Japão havia informado ter detectado um suposto lançamento de míssil.

Na quarta-feira, os Exércitos da Coreia do Sul e dos EUA anunciaram que estavam reduzindo os exercícios Ulchi Freedom Shield, de 11 dias. O presidente dos EUA, Donald Trump, determinou ao Pentágono que “reduzisse substancialmente” o treinamento, pouco antes do início, na segunda-feira. Trump citou o que disse ser uma boa relação com Kim e a recusa da Coreia do Sul em apoiá-lo na guerra no Irã.

Ainda na quarta-feira, Kim Yo Jong, influente irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, rejeitou a iniciativa de Trump, dizendo que ela não merecia sequer comentário. “A natureza provocativa e agressiva dos exercícios não muda, mesmo que sua duração e escala tenham sido reduzidas”, afirmou em comunicado. “Se os EUA calcularem que podem apresentar a medida recente como um gesto de suposta boa-fé, não obterão a resposta desejada.”

Kim Yo Jong, no entanto, evitou a retórica mais inflamável típica do regime e disse que as relações pessoais entre seu irmão e Trump “ainda são excelentes”. O tom sugere que a Coreia do Norte pode preferir esperar por concessões maiores antes de voltar às negociações.

Ela também negou a afirmação de Trump de que Kim Jong Un teria respondido a seu pedido por uma conversa.

Questionado por repórteres na quarta-feira se encontraria Kim Jong Un ainda neste ano, Trump respondeu que “sim”. Ele não respondeu se está trocando cartas com Kim, mas disse que se dá bem com o líder norte-coreano.

O Ulchi Freedom Shield é um dos principais exercícios militares anuais conduzidos por EUA e Coreia do Sul para reforçar a capacidade de resposta a uma eventual agressão norte-coreana. Washington e Seul afirmam que os treinamentos são defensivos, mas Pyongyang os classifica como ensaio de invasão e costuma reagir com testes de armas.

Antes do início dos exercícios deste mês, a Coreia do Norte acusou EUA e Coreia do Sul de planejarem manobras mais provocativas no verão e prometeu responder com “um novo nível de dissuasão”. Dias antes do começo do treinamento, Pyongyang disparou dois mísseis balísticos ao mar, nos primeiros lançamentos desse tipo desde o fim de junho.

A diplomacia anterior de Trump com Kim Jong Un entrou em colapso em 2019, diante de divergências sobre o volume de alívio de sanções que a Coreia do Norte receberia em troca do desmantelamento de seu principal complexo nuclear – um passo limitado de desnuclearização. Desde então, Kim evitou negociações com os EUA, acelerou a modernização do arsenal e ampliou a cooperação com a Rússia.

Kim afirma que não recolocará seu programa nuclear na mesa. Especialistas dizem que o líder norte-coreano tem hoje mais poder de barganha do que quando iniciou as conversas com Trump, em 2018 e 2019, e pode buscar reconhecimento internacional como potência nuclear e amplo alívio de sanções em troca de apenas concessões limitadas rumo à desnuclearização. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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