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Palmeiras mostra mais raça que técnica, bate o Cerro no Paraguai e avança na Libertadores

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A equipe treinada por Abel Ferreira começou mal, mas melhorou no fim da etapa inicial, encontrou seu gol com o capitão paraguaio e não encontrou problemas para segurar o resultado no segundo tempo.

Por Agência Estado

O Palmeiras se valeu da fragilidade técnica do Cerro Porteño, foi valente e buscou a classificação às quartas de final da Libertadores no Paraguai. Em Assunção, Gustavo Gómez garantiu o triunfo por 1 a 0 que colocou o time alviverde na próxima fase.

A equipe treinada por Abel Ferreira começou mal, mas melhorou no fim da etapa inicial, encontrou seu gol com o capitão paraguaio e não encontrou problemas para segurar o resultado no segundo tempo. Teve de mostrar mais valentia, raça e força do que técnica para segurar a vitória magra em Assunção.

O adversário nas quartas de final ainda não está definido. Será Mirassol ou LDU, que se enfrentam nesta quinta-feira, em Quito, no Equador.

Ansioso e nervoso, o Palmeiras repetiu no primeiro tempo todos os erros dos últimos jogos. Deu espaço demais para o rival, deixou um buraco no meio de campo, no qual ninguém marcava nem criava, e foi pouco improdutivo durante ao menos 30 minutos. O time jogou meio que por intuição, nas coberturas e movimentações, sem saber exatamente o que fazer.

O que se viu foi uma profusão de erros de passes, de lançamentos e de decisões individuais no ataque. Em má fase, Vitor Roque limitou-se a trombar com o zagueiro e por vezes tropeçou na bola. Allan errou quase todos os dribles que tentou e Lucas Evangelista, escalado para substituir o suspenso Andreas Pereira, não entendeu sua função no meio de campo. Um dos três zagueiros, Murilo, passou subir desesperado ao ataque como um lateral direito.

A sorte do Palmeiras, na etapa inicial, é que o Cerro Porteño esbarrou em suas visíveis limitações técnicas e não aproveitou o espaço que teve para jogar nem as oportunidades. Na melhor delas, Ramírez, livre na pequena área, mandou por cima do travessão.

O Palmeiras se valeu do baixo nível técnico do rival paraguaio e passou a se encontrar depois dos 40 minutos, mesmo apresentando ainda um futebol ruim. Conseguiu encaixar passes curtos e triangular algumas poucas vezes. Na melhor jogada, Arias achou Evangelista na entrada da área. O volante acertou o gol, mas o zagueiro paraguaio evitou o gol.

No escanteio seguinte, saiu o gol com Gustavo Gómez. capitão palmeirense fez de cabeça, aos 40, o gol que deixou o time mais tranquilo e que o transformou no primeiro jogador da história da Libertadores a marcar em nove edições consecutivas.

A partida ficou à feição do Palmeiras. Havia muito espaço para jogar e buscar os contra-ataques. E eles aumentaram à medida que o técnico Ariel Holan abriu o time paraguaio.

O problema é que a equipe alviverde até encaixou bons contragolpes, mas concluiu mal todos eles. Substituto de Vitor Roque, Maurício teve a chance de ampliar e definir a vitória aos 32 minutos. Ele pôs força, mas não direção no chute de canhota.

Caiu nos pés de Marlon Freitas outra chance de sacramentar o triunfo. O volante teve seu chute bloqueado pelo braço de Velázquez na área. O árbitro argentino Facundo Tello não considerou pênalti, nem foi chamado pelo VAR.

Depois dos 30, o Palmeiras se retraiu e passou a ser mais atacado. Mas pouco sofreu, mérito de seu sistema defensivo, que funcionou em Assunção, e também fruto da falta de qualidade dos paraguaios, que só fizeram Carlos Miguel trabalhar aos 47 do segundo tempo.

O goleiro, criticado por falhas recentes, fez jogo seguro, espalmou chute violento de Vegetti e foi importante para segurar o resultado.

FICHA TÉCNICA

CERRO PORTEÑO 0 X 1 PALMEIRAS

CERRO PORTEÑO – Roffo; Ramírez (Klimowicz), Quintana, Velázquez, Cañete e Chaparro (Benítez); Morel, Gamarra (Iturbe) e Fabricio Domínguez (Servín); Aliseda (Torres) e Vegetti. Técnico: Ariel Holan.

PALMEIRAS – Carlos Miguel; Gustavo Gómez, Barboza e Murilo (Bruno Fuchs); Allan (Giay), Marlon Freitas, Lucas Evangelista (Emiliano Martínez) e Piquerez; Arias (Luis Pacheco), Flaco López e Vitor Roque (Maurício). Técnico: Abel Ferreira.

GOL – Gustavo Gómez, aos 40 do primeiro tempo.

ÁRBITRO – Facundo Tello (Argentina).

CARTÕES AMARELOS – Fabricio Domínguez, Flaco López e Morel.

PÚBLICO e RENDA: Não disponíveis.

LOCAL – Estádio La Nueva Olla, em Assunção (PAR).

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