Países do Golfo tentam minimizar tensões com Irã, apesar de ameaças de Teerã
Publicado em
Por Agência Estado
Países do Golfo Pérsico buscam reaproximação com o Irã e tentam reduzir a escalada regional, mesmo após ataques de Teerã contra alvos americanos em territórios de vizinhos árabes. Em paralelo, o governo iraniano mantém o tom de advertência a autoridades locais que, segundo afirma, atuem em alinhamento com os Estados Unidos.
Segundo a agência iraniana Tasnim, o alívio das tensões foi discutido pelos chanceleres do Catar e da Arábia Saudita. Os dois países foram atingidos por ações iranianas em retaliação aos bombardeios americanos contra o território do regime persa. Fora do Golfo, o Egito também informou ter feito contato diplomático com Teerã com foco na redução das hostilidades.
Ainda de acordo com a Tasnim, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, falou por telefone nesta quarta-feira com o comandante do Exército paquistanês, Asim Munir. Eles teriam tratado dos esforços para “promover soluções políticas e diplomáticas” e dos desdobramentos recentes na região. O Paquistão é citado como um dos principais mediadores nas tratativas entre Irã e Estados Unidos.
A negociação entre persas e americanos continua lenta. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou hoje que pode retomar negociações com o Irã em algum momento, mas não pretende fazer isso agora uma vez que a situação do país no conflito está “muito boa”.
Por outro lado, as Forças Armadas iranianas alertaram países do Golfo para que não ofereçam apoio aos EUA. O chefe do Estado-Maior, Ali Abdollahi, afirmou que “qualquer assistência ou facilitação fornecida ao agressor militar americano equivale à participação na operação militar dos EUA”.
O endurecimento do discurso veio poucas horas depois de os Emirados Árabes Unidos anunciarem o rompimento de laços econômicos com Teerã, após novos ataques a embarcações do país no Estreito de Ormuz.