CGN - Últimas notícias de Cascavel, Paraná e Brasil
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Diversos dirigentes defenderam alta de juros nos EUA por temor inflacionário, mostra ata do Fed

Publicado em

“Vários participantes comentaram que as medidas, baseadas em pesquisas, das expectativas de inflação de prazo relativamente curto estavam mais altas do que antes do conflito no Oriente Médio”, mostra a ata do Fed.

Por Agência Estado

A ata do último encontro do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), divulgada nesta quarta-feira, 19, mostrou que diversos dirigentes preferiam uma alta de 25 pontos-base (pb) na taxa de juros já na reunião de julho, em meio a preocupações com a inflação. Segundo o documento divulgado nesta quarta-feira, 19, muitos dirigentes veem a inflação ainda alta demais, mesmo com a exclusão de itens mais voláteis do índice, como alimentos e energia.

“Vários participantes comentaram que as medidas, baseadas em pesquisas, das expectativas de inflação de prazo relativamente curto estavam mais altas do que antes do conflito no Oriente Médio”, mostra a ata do Fed.

O encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, em inglês), realizado entre os dias 28 e 29 de julho, aconteceu antes de dados mostrarem leitura mais fraca da inflação no mês passado.

Sobre a política monetária, alguns participantes comentaram que as condições financeiras talvez não estejam atualmente suficientemente restritivas para facilitar o retorno da inflação a 2%.

De acordo com a ata, vários dirigentes sugeriram que essas condições refletiam, em parte, o forte crescimento econômico e as expectativas do mercado.

“Alguns dos participantes que defenderam elevar os juros nesta reunião julgaram que fazê-lo provavelmente ajudaria a evitar a necessidade de uma sequência mais acentuada, e potencialmente mais custosa, de medidas de aperto em um estágio posterior”, diz a ata.

Nas discussões, os dirigentes também reafirmaram que o principal meio de ajustar a da política monetária deve ser por meio de mudanças na taxa de juros, e não utilizando o balanço patrimonial.

Ainda assim, apontaram que vão esperar conclusões dos grupos de trabalho criados pelo presidente Kevin Warsh para reavaliar “oportunidades” no uso das reservas.

Veja também

Notícias Mais Acessadas Agora

Notícias Mais Lidas