Dia de Santa Helena: história da imperatriz celebrada pela Igreja em 18 de agosto
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Por Redação
Entre o poder do Império Romano e uma vida marcada pela fé, Santa Helena atravessou séculos e chegou até os dias atuais como uma das figuras mais conhecidas da tradição cristã. Nesta terça-feira (18), a Igreja Católica celebra sua memória.
Mãe do imperador Constantino, Helena nasceu em uma família de origem humilde em meados do século III, na região que atualmente corresponde à Turquia. Depois de adulta, converteu-se ao cristianismo e passou a dedicar parte de sua vida à fé e às obras de caridade.
Da vida simples à corte imperial
Helena foi esposa de Constâncio Cloro e mãe de Constantino. Por razões políticas, acabou afastada do marido e do filho durante parte da vida. Anos depois, quando Constantino chegou ao poder, chamou a mãe de volta e lhe concedeu o título de Augusta.
Mesmo cercada pelo luxo da corte, Helena manteve uma atenção especial aos mais pobres. Segundo os registros preservados pela tradição cristã, ela ajudava pessoas necessitadas e chegou a utilizar sua posição para libertar prisioneiros e outros que sofriam com situações de abandono.
A viagem à Terra Santa
Já idosa, Helena realizou uma peregrinação à Terra Santa. Durante a viagem, participou da construção de importantes basílicas cristãs, entre elas a Basílica da Natividade, em Belém, e a Basílica da Ascensão, no Monte das Oliveiras.
A tradição cristã também atribui a ela a descoberta da chamada verdadeira Cruz de Cristo, no local do Gólgota. Por isso, Santa Helena passou a ser frequentemente representada carregando ou acompanhada pelo símbolo da cruz.
Santa Helena morreu por volta do ano 329. Seu culto se espalhou pelo Oriente e pelo Ocidente, e a Igreja Católica passou a celebrá-la em 18 de agosto. Mais de 1.600 anos depois, sua história continua misturando fé, poder, caridade e uma das tradições mais conhecidas do cristianismo.