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No mercado de juros, DIs caem com dados de atividade, mas alta do petróleo limita queda

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Apesar dessas oscilações, a precificação para a próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), em setembro, mudou pouco: a maior parte das apostas segue apontando para um corte de 0,25 ponto porcentual na Selic.

Por Agência Estado

As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) ganharam fôlego ao longo da tarde desta segunda-feira e terminaram a sessão devolvendo parte das perdas do dia, ainda que permanecendo abaixo do ajuste anterior. O repique dos juros – impulsionado pela alta do petróleo para acima de US$ 90 o barril – contrastou com o movimento da primeira etapa do pregão, quando houve recuo após a divulgação de um Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de junho mais fraco do que o esperado.

Apesar dessas oscilações, a precificação para a próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), em setembro, mudou pouco: a maior parte das apostas segue apontando para um corte de 0,25 ponto porcentual na Selic.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027 caiu para 13,760%, ante 13,777% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 recuou para 14,310%, de 14,389%, enquanto o contrato para janeiro de 2031 cedeu para 14,570%, frente a 14,655%.

Os preços do petróleo operavam em alta desde a manhã, diante da ausência de uma solução negociada para o tráfego de navios no Estreito de Ormuz. À tarde, porém, os ganhos se intensificaram após ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ampliar o conflito no Oriente Médio.

Com a disparada do petróleo – o Brent fechou em alta de 2,65%, a US$ 90,87 o barril -, as taxas dos Treasuries ampliaram os ganhos, refletindo preocupações com pressões inflacionárias à frente, e o movimento se espalhou para a curva de juros brasileira. No mercado doméstico, porém, os contratos apenas reduziram a queda vista mais cedo, quando as taxas chegaram a ceder 10 pontos-base em vários vértices, em reação ao recuo de 0,64% do IBC-Br em junho. A mediana das estimativas apontava queda menor, de 0,50%.

“O IBC-Br de hoje surpreendeu um pouco para baixo. Mas não é só o IBC-Br. Há uma percepção generalizada – por eventos de crédito e também pelos dados de crédito – de um cenário de desaceleração da atividade à frente”, disse Ricardo Espindola, superintendente de crédito e renda fixa da Porto Asset.

As opções do Copom indicam que o mercado atribui cerca de 77% de chance a um corte de 0,25 ponto porcentual na Selic em setembro. A probabilidade de manutenção em 14% ao ano é menor, de 22%.

Leonel Oliveira Mattos, analista de inteligência de mercado da StoneX, observa que o balanço de riscos para a inflação do Banco Central inclui fatores domésticos, o que ajuda a explicar a sensibilidade do mercado aos dados de atividade. Ele ressalta, porém, que também há riscos de choque de oferta no radar do Copom. “Um deles é a questão dos preços do petróleo, que acaba tendo uma importância muito grande aqui.”

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