Acusado de injúria racial diz que chamou mulher de “preta” com carinho
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Por Redação CGN
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O homem acusado de injúria racial em Cascavel contra uma educadora social afirmou, durante depoimento, que usou a palavra “preta”, mas negou intenção de discriminar a mulher. Segundo ele, a expressão teria sido utilizada como uma maneira de falar “com carinho e respeito”.
O episódio ocorreu na manhã de domingo (16), na área externa da Rodoviária de Cascavel, durante uma abordagem realizada por uma equipe de assistência social a um homem em situação de rua.
Durante o depoimento, ao ser questionado sobre a acusação de discriminação em razão da cor da vítima, o homem confirmou ter usado a palavra “preta”.
“Eu falei tchau, preta”, afirmou em um dos trechos do depoimento.
Na sequência, ele sustentou que não teria tido intenção ofensiva e disse que aquela seria uma “maneira de dizer com carinho e respeito”.
Acusado questionou delegado sobre cor da mulher
Ao longo do interrogatório, o homem também passou a falar sobre a própria cor. Em determinado momento, afirmou: “Eu sou amarelo” e argumentou que também seria chamado dessa forma por outras pessoas.
Quando voltou a ser questionado sobre a mulher, ele respondeu com perguntas.
“E a cor dela? Que cor é?”, disse.
Em outro trecho, ainda durante a discussão sobre a aparência da vítima, o acusado afirmou que ela seria negra.
A transcrição disponível apresenta partes de difícil compreensão, por isso apenas os trechos em que a fala pode ser identificada com clareza são reproduzidos.
O que consta no boletim de ocorrência
Conforme o boletim de ocorrência, uma equipe da Guarda Municipal foi chamada para prestar apoio ao serviço de assistência social na Rodoviária.
O documento relata que os profissionais ofereceram serviços de acolhimento e assistência ao homem, que teria recusado o atendimento. Quando os educadores sociais se retiravam, ele teria dito, em voz alta, “tchau, sua preta” em direção à mulher.
A Guarda Municipal foi acionada e os envolvidos foram encaminhados à delegacia. O boletim registra a ocorrência relacionada a ofensa em razão de raça ou cor e aponta que houve prisão.
No depoimento, entretanto, o homem negou que tivesse a intenção de discriminar a educadora social e apresentou a versão de que a forma de tratamento teria sido usada com carinho.
O caso segue sujeito à análise das autoridades competentes, e a versão apresentada pelo acusado não representa uma conclusão sobre eventual responsabilidade criminal.