Pesquisa para governador do Paraná: Moro lidera; Dallagnol é o mais citado ao Senado
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Por Redação CGN
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Uma nova pesquisa para governador do Paraná, divulgada nesta segunda-feira (17), aponta o ex-juiz Sergio Moro na liderança da disputa ao Governo do Estado, seguido por Requião Filho e Sandro Alex. Para o Senado, o ex-procurador Deltan Dallagnol aparece à frente, em corrida disputada com Alexandre Curi e Gleisi Hoffmann.
O levantamento foi feito pelo Instituto Paraná Pesquisas, com entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais realizadas entre os dias 13 e 16 de agosto de 2026, ouvindo 1.520 eleitores em 65 municípios paranaenses. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-09048/2026.
Pesquisa para governador: como está o cenário
Na pergunta espontânea, feita sem apresentar os nomes dos candidatos, quase 6 em cada 10 eleitores paranaenses (59,5%) ainda não souberam dizer em quem pretendem votar para o Governo do Estado — um sinal de que a corrida ainda está em aberto e pouco consolidada na memória do eleitor. Mesmo assim, Sergio Moro já desponta como o nome mais lembrado espontaneamente, citado por 19,9% dos entrevistados, à frente de Requião Filho (7,5%) e Sandro Alex (5,1%).
O cenário muda de figura quando os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor. Na pesquisa estimulada, Moro dispara e chega a 46,1% das intenções de voto — praticamente o dobro do segundo colocado, Requião Filho, que aparece com 23,4%. Sandro Alex fica em terceiro, com 16,5%. Os demais nomes testados (Luiz França, Tayná Miessa, Alexandre Salomão, Samuel de Mattos e Adriano Teixeira) somados não chegam a 2% das intenções de voto, e o índice de indecisão cai para 5,5%, com outros 6,5% dizendo que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos.
Pesquisa para Governador do Paraná — Estimulada
Pergunta feita apresentando os nomes dos candidatos ao eleitor
O recorte por perfil ajuda a explicar essa liderança: Moro tem desempenho bem mais forte entre os homens (51,6%) do que entre as mulheres (41,1%), cresce entre eleitores com ensino superior (50,4%) e é mais votado entre quem participou de alguma celebração religiosa nos últimos dez dias (51,2%). Já Requião Filho tem seu melhor resultado entre eleitores com 60 anos ou mais (28,3%) e entre quem tem apenas o ensino fundamental (27,0%), sugerindo uma base mais concentrada entre eleitores mais velhos e de menor escolaridade.
Na rejeição eleitoral — pergunta em que cada entrevistado podia citar mais de um candidato — a ordem se inverte: Requião Filho é o nome mais rejeitado pelo eleitorado paranaense, com 36,3% de citações, à frente do próprio Sergio Moro, rejeitado por 23,8%. Sandro Alex aparece bem atrás, com 11,1% de rejeição. Chama atenção que 7,4% dos eleitores afirmaram que poderiam votar em qualquer um dos candidatos apresentados, e 13,3% não souberam opinar sobre quem rejeitam.
Pesquisa para senador: Dallagnol na frente, mas com Curi colado
Pesquisa para Senador do Paraná — Estimulada
Resposta múltipla: cada entrevistado podia citar até 2 candidatos
Para o Senado, o grau de indecisão espontânea é ainda maior do que na disputa ao Governo: 78,6% dos eleitores não souberam citar nenhum nome quando a pergunta foi feita sem estímulo — reflexo de uma eleição historicamente mais distante do radar do eleitor do que a corrida majoritária estadual. Ainda assim, Deltan Dallagnol já aparece como o nome mais lembrado espontaneamente, com 6,6% das citações, seguido por Gleisi Hoffmann (4,1%) e Filipe Barros (2,7%).
Quando os nomes são apresentados, a disputa se revela mais acirrada do que a do Governo. Dallagnol lidera com 34,0%, mas é seguido de perto por Alexandre Curi (29,6%), Gleisi Hoffmann (28,1%) e Filipe Barros (26,0%) — uma diferença de apenas 8 pontos percentuais entre o primeiro e o quarto colocado. Cristina Graeml aparece em quinto, com 17,2%, e Dr. Rosinha soma 12,3%. Os demais nomes testados (Joaquim do MLB, Karen Guerreiro e Marcelo Marcelino) não ultrapassam 1,5% cada.
Os recortes de perfil mostram uma polarização de público entre os líderes: Dallagnol tem desempenho bem mais forte entre os homens (43,1%) do que entre as mulheres (25,9%), e cresce entre eleitores com ensino superior (41,7%). Gleisi Hoffmann segue o caminho inverso, com seu melhor resultado entre eleitores com apenas o ensino fundamental (35,3%) e entre quem está fora da população economicamente ativa (34,7%) — indicando bases eleitorais com perfis socioeconômicos distintos.
Situação Eleitoral para Senador — Comparativo
Evolução mensal da pesquisa estimulada (resposta múltipla, até 2 candidatos)
A comparação com os dois levantamentos anteriores do próprio instituto mostra a evolução da disputa: em junho, Filipe Barros liderava tecnicamente empatado com Dallagnol (30,0% a 30,5%); em julho, Alexandre Curi assumiu a ponta (31,2%), com Dallagnol caindo para 28,1%. Em agosto, Dallagnol retomou a liderança com um salto para 34,0%, enquanto Curi recuou ligeiramente para 29,6% e Filipe Barros seguiu em queda, chegando a 26,0% — a pior marca do candidato nos três meses.
Na rejeição eleitoral ao Senado, Gleisi Hoffmann aparece isolada na primeira posição, rejeitada por 42,2% dos eleitores — mais do que o triplo do segundo colocado, Deltan Dallagnol, com 13,0%. Dr. Rosinha aparece com 12,1% de rejeição, e Alexandre Curi, o segundo colocado na estimulada, tem rejeição relativamente baixa, de 8,5%.
Metodologia
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas entre 13 e 16 de agosto de 2026, com 1.520 eleitores entrevistados pessoalmente em 65 municípios do Paraná. A amostra foi selecionada em três etapas, por sorteio probabilístico de municípios e localidades e por cotas de gênero, faixa etária, escolaridade e renda domiciliar. Ao menos 30% dos questionários foram auditados pela equipe de supervisores do instituto. A margem de erro é de aproximadamente 2,6 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número PR-09048/2026, com divulgação liberada.