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Suspeito de esfaquear homem em bar em Cascavel, vai a júri

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Justiça reconheceu indícios de tentativa de homicídio e determinou julgamento popular pelo Tribunal do Júri; réu segue respondendo em liberdade.
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Local onde ocorreu a discussão

Por Redação CGN

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O homem suspeito de esfaquear outro durante uma confusão em um bar localizado no bairro São Cristóvão, em Cascavel, foi pronunciado pela Justiça e vai a júri popular. A decisão, da 1ª Vara Criminal de Cascavel, reconhece indícios suficientes de tentativa de homicídio para levar o caso ao Tribunal do Júri.

O crime aconteceu na madrugada de 8 de março de 2025, no bairro São Cristóvão. Segundo os depoimentos colhidos no processo, tudo começou com uma discussão dentro do bar entre o suspeito e o irmão da vítima — houve empurrões, e a vítima interveio, imobilizando o suspeito pelo pescoço. Funcionários do estabelecimento separaram os dois grupos e os conduziram para fora.

Foi do lado de fora que a situação escalou. De acordo com o relato da própria vítima, ao deixar o local o suspeito se aproximou novamente e fez mais de um movimento com um canivete — ela conseguiu se desviar de dois golpes, mas foi atingida por um deles na lateral do tórax. Uma testemunha que presenciou a cena do lado de fora confirmou ter visto mais de uma tentativa de golpe antes de a vítima ser atingida.

O gerente do bar contou à Justiça que, após a primeira separação, uma nova confusão se formou perto da janela do estabelecimento, e que o suspeito foi conduzido até a saída em meio a um tumulto — mas disse não ter presenciado o exato momento do golpe. Duas outras testemunhas relataram um cenário de confusão generalizada na área externa, com agressões de diversas pessoas contra o suspeito, embora também não tenham visto o instante em que a vítima foi ferida.

O policial militar que atendeu a ocorrência afirmou ter encontrado a vítima já ferida ao chegar ao local e ter sido informado por populares de que o suspeito havia usado um canivete contra ela. O próprio suspeito, ao ser localizado nas proximidades, também apresentava sinais de ter apanhado.

O que disse a defesa

Em depoimento, o suspeito afirmou que carregava o canivete por causa do trabalho e que o sacou para se defender depois de ser cercado por várias pessoas. Disse ter sido derrubado e agredido, e que não se lembra de ter desferido o golpe.

Com base nisso, a defesa pediu absolvição sumária por legítima defesa e, como alternativa, a desclassificação do crime para lesão corporal. A juíza Raquel Fratantonio Perini negou os dois pedidos nesta fase do processo — mas fez questão de destacar que essa é uma decisão provisória: cabe ao júri popular, e não a ela, decidir se houve intenção de matar ou se o suspeito agiu em legítima defesa. Segundo a magistrada, o uso de uma arma branca, a região do corpo atingida e os relatos de mais de um golpe já são indícios suficientes, nesta fase, para justificar o julgamento.

Réu vai a júri, mas segue em liberdade

O suspeito responde ao processo em liberdade, e a juíza manteve as medidas cautelares já aplicadas a ele, sem determinar prisão preventiva. Decisões de pronúncia, como essa, ainda podem ser questionadas por recurso antes de o caso seguir para o julgamento final perante o Tribunal do Júri.

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