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Neymar dá assistências e Gabigol faz o 100º pelo Santos em virada de alívio contra o Maracá

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Depois de sofrer um gol logo aos quatro minutos, o Santos passou por momentos de instabilidade em campo, até Gabigol empatar, já na reta final da primeira etapa, em passe de primeira de Neymar.

Por Agência Estado

Graças às assistências de Neymar, o Santos ganhou um pouco de alívio na enorme pressão que enfrenta pelos resultados ruins na temporada. Nesta quinta-feira, na Vila Belmiro (onde tropeçou nos dois últimos jogos), pela ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana, a equipe saiu em desvantagem diante do Macará, mas conseguiu importante virada, por 2 a 1, levando a vantagem do empate para a volta, daqui uma semana.

Depois de sofrer um gol logo aos quatro minutos, o Santos passou por momentos de instabilidade em campo, até Gabigol empatar, já na reta final da primeira etapa, em passe de primeira de Neymar. Foi o 100º gol do artilheiro pelo clube. Após o intervalo, o camisa 9 anotou outras duas vezes, mas ambos os lances foram impugnados por impedimento. O 1 a 1 era decepcionante, porém Neymar cobrou escanteio com sabedoria, na primeira trave, e o desvio de Arão definiu um triunfo bastante celebrado.

O duelo de volta ocorre na próxima quinta-feira, em Ambato, no Equador e o empate basta ao Santos. Antes, a aliviada equipe volta as atenções ao Brasileirão, no qual abre a zona de rebaixamento e tem duríssima visita ao Vasco, domingo, em embate de gigantes ameaçados da degola, em São Januário.

Neymar, de volta após cumprir suspensão, e Gabigol, em noite de alívio, deixaram a Vila Belmiro celebrando um grande triunfo. A parceria funcionou a partir da reta final do primeiro tempo, com o astro se destacando nos passes para o centroavante, que pecou somente no posicionamento. Foram três gols com a dupla envolvida, mas dois invalidados por impedimentos. O camisa 10 cruzou para Arão definir e saiu como o melhor em campo.

Antes de a bola rolar na Vila Belmiro, o ameaçado Cuca destacou a escalação forte, com o retorno do astro Neymar, e voltou a bater na tecla que a equipe não priorizará torneios. “É uma competição atrativa e estamos nela para ir, se Deus quiser, até a final”, disse, à ESPN, mesmo com o time sob ameaça no Brasileirão – ainda faz as quartas da Copa do Brasil.

Mesmo com zagueiros à disposição, o comandante resolveu improvisar Willian Arão na defesa ao lado de Luan Peres, apostando na experiência pelo retorno da baliza zero – Lucas Veríssimo continua ausente, machucado. No meio, três volantes para frear a crise e recuperar a confiança da torcida, que se reuniu com elenco em fortes cobranças no começo da semana.

GOL RELÂMPAGO E TENSÃO NA VILA BELMIRO
Com enorme proteção, a ideia era deixar o descansado Neymar – cumpriu suspensão no revés por 2 a 0 para o Athletico-PR, também na Vila Belmiro – livre e próximo ao gol dos equatorianos. E foi o camisa 10 quem assustou de cara, em cobrança de falta e defesa de Rodríguez.

A torcida mostrava apoio com “vamos ganhar, Santos”, quanto um contragolpe fez ressurgir os fantasmas defensivos. Após cobrança de lateral, Viera girou diante de Luan Peres e cruzou para Posse se antecipar a Arão e desviar às redes, colocando os visitantes na frente com apenas quatro minutos, destruindo a estratégia de Cuca de não sofrer gols. Fora o 0 a 0 com o Remo, na Copa do Brasil, o Santos foi vazado em seus outros quatro jogos na Vila Belmiro pós-Copa do Mundo.

Em desvantagem, o nervoso Santos errava em demasia. Após um passe errado e apupo das arquibancadas, Neymar pediu desculpas aos torcedores e cobrou apoio. O astro deu um susto ao sair de campo, mancando, mas foi apenas para trocar as chuteiras. O problema foi a lesão do lateral-direito Gabriel Menino, logo depois, obrigando a entrada do jovem Davizinho, de somente 18 anos e que é ponta de origem – Igor Vinícius também está machucado.

O Macará apenas fazia o tempo passar, enquanto o Santos parecia time de um só jogador, com atletas se ‘escondendo’ e mandando a bola para Neymar tentar decidir. O astro, contudo, estava pouco inspirado e, por consequência, não vinha o lance para inflamar as arquibancadas na busca pela igualdade.

Antes do fim da primeira etapa, as vaias começaram a ganhar corpo na Vila Belmiro. E a impaciência virou reprovação com alguns representantes em campo, casos de João Schmidt e até mesmo o artilheiro Gabigol, que perdeu boa chance na área ao driblar e bater em cima do defensor. Depois, parou no goleiro.

Nada dava certo e Bontempo também precisou ser substituído por lesão muscular. Gabigol se redimiu na terceira oportunidade. Recebeu de Neymar entre os defensores e tirou do goleiro para chegar ao 100º gol pelo Santos, beijar o escudo e garantir um pouco de paz no intervalo.

GOLS ANULADOS E ARÃO GARANTINDO A VIRADA
Aliviado após chegar ao 100º gol, Gabigol anotou seu segundo na partida logo aos quatro minutos, após lindo corta-luz de Neymar. Ocorre que o camisa 9 estava bastante avançado e o impedimento anulou uma pintura na Vila Belmiro. O Santos, entretanto, era outro após o papo do vestiário, mais ofensivo e confiante.

A dupla de astros estava afinada e, aos 10, Neymar mandou entre os marcadores e o camisa 9 apenas desviou do goleiro para decretar a virada. Gabigol comemorou “colocando” uma coroa imaginaria no amigo. O VAR demorou em sua análise e frustrou a festa em novo impedimento, dessa vez ajustado.

Cuca, roendo unhas cada vez mais a cada lance equivocado ou anulado pela arbitragem, parecia não crer na falta de sorte da equipe, que voltou da pausa atenta, bem e jogando bola. E cobrava calma, sob palavras positivas de que o final seria feliz. O alívio veio em cobrança de escanteio de Neymar e desvio de Willian Arão: 2 a 1 bastante importante.

Uma pequena confusão ainda marcou a comemoração santista, com os equatorianos revoltados com Gabigol e querendo briga. O árbitro evitou o pior. Após o lance, os visitantes deixaram de jogar bola e apelaram para as faltas duras, sem ameaçar mais a meta de Brazão.

FICHA TÉCNICA

SANTOS 2 x 1 MACARÁ

SANTOS – Gabriel Brazão; Gabriel Menino (Davizinho), Willian Arão, Luan Peres e Escobar; João Schmidt, Oliva, Gabriel Bomtempo (Rolheiser) e Barreal (Rony); Neymar e Gabigol. Técnico: Cuca.

MACARÁ – Rodríguez; Estácio (Klinger), Etchebarne, Marrufo e Ayala (Mohor); Cazares, Bolaños (Caicedo), Miranda (Tello), Viera e Campana; Posse (Ferro). Técnico: Guillermo Sanguinetti.

GOLS – Posse, aos quatro, e Gabigol, aos 43 minutos do primeiro tempo; Willian Arão, aos 30 do segundo.

CARTÕES AMARELOS – Rony, Escobar e Barreal (Santos); Tello, Mohor, Estacio, Rodríguez, Ayala e Cazares (Macará).

ÁRBITRO – Kevin Ortega (PER).

RENDA – R$ 525.353,75.

PÚBLICO – 10.257 presentes.

LOCAL – vila Belmiro, em Santos.

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