Finalmente, alguém teve coragem de cortar na própria carne
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Por Redação CGN
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Até que enfim o Brasil está acordando. Depois de décadas vendo projeto atrás de projeto nascer para aumentar imposto, criar cargo e inflar a máquina pública, surge algo raro em Brasília: uma proposta que corta despesa e pune quem administra mal o dinheiro do povo. A PEC da Responsabilidade Fiscal, apresentada pelo deputado Nikolas Ferreira, ainda que timidamente, é uma vitória. E já era hora.
Antes, ninguém ousava. Falar em corte de gasto público em Brasília era quase heresia — sempre cabia mais imposto, nunca cabia menos regalia. O projeto de Nikolas inverte essa lógica perigosa que o próprio deputado resumiu bem na coletiva: enquanto falta dinheiro, corta-se o remédio do posto de saúde e preserva-se o penduricalho. Com a PEC, é o contrário. Preserva-se o posto de saúde. Corta-se o penduricalho.
E aqui vai o ponto que a esquerda vai tentar esconder ou distorcer nos próximos dias: nenhum serviço essencial é tocado. Saúde, educação, segurança pública, aposentadoria, benefício assistencial — tudo protegido, expresso no texto constitucional. O corte é na política, não no povo. Quem vai sentir a mão pesada da responsabilidade fiscal não é o aposentado, não é o paciente do SUS, não é o aluno da escola pública. É o cabide de emprego, é o penduricalho, é o privilégio que ninguém tem coragem de citar pelo nome.
A proposta ainda fecha duas portas que sempre foram a rota de fuga da irresponsabilidade fiscal brasileira: acaba com a contabilidade criativa — a meta passa a ser calculada com receita que realmente entrou e despesa que realmente saiu, sem pedalada, sem malabarismo contábil — e proíbe que o rombo seja resolvido na marra, com aumento de imposto em cima de quem já paga a conta. Fechar as contas cortando gasto, não sugando ainda mais o contribuinte que já deu, e deu demais.
E tem mais: descumprir a meta passa a ser crime de responsabilidade. Parece óbvio, mas não é o que vemos hoje, quando governante estoura meta fiscal ano após ano e não acontece absolutamente nada. Se um empresário gasta mais do que arrecada, a empresa quebra. O Estado nunca quebra — ele manda a conta para o cidadão. A PEC começa, enfim, a cobrar de Brasília o mesmo que Brasília sempre cobrou de prefeito e governador.
Não é a solução completa. Ninguém está dizendo isso. Mas é um passo enorme para colocar o interesse da população na frente do interesse de quem vive de cargo, emenda e privilégio. E o exemplo não vem do nada: a Argentina de Milei mostrou, na prática, que responsabilidade fiscal funciona. El Salvador mostrou que uma ideia boa, aplicada com coragem, muda o destino de um país inteiro, mesmo quando dizem que “lá é pequeno, aqui não vai dar”. Copiar o que funciona não é falta de originalidade. É maturidade.
Agora, o teste de verdade começa na Câmara. Vamos ver o que a esquerda vai inventar para não votar essa PEC. Já sabemos o roteiro: vão dizer que vai faltar remédio, que vai fechar escola, que vai tirar comida da mesa do pobre — a mesma cartilha de sempre, para defender o de sempre. Só que o eleitor já não é mais o mesmo. Depois de mais de 20 anos de promessa que não se cumpre e vida que só piora, a fórmula está desgastada. Se governar como a esquerda governou não funcionou, é hora de tentar outro caminho.
E é por isso que a união da direita importa tanto quanto qualquer PEC. Como já dissemos por aqui: o campo tem opção, e opção boa. Flávio Bolsonaro é quem tem hoje o maior potencial de vitória. Caiado e Zema trazem a experiência de quem já administrou e entregou resultado. Renan Santos tem a proposta e a coragem de dizer o que precisa ser dito, mesmo quando incomoda. Imagine esses quatro nomes remando na mesma direção, sem vaidade, sem ego, com o único objetivo de tirar o Brasil do lugar em que a esquerda o deixou. Seríamos, sem exagero, uma das grandes potências do mundo.
Fica o recado para os candidatos: o Brasil precisa da união de vocês. Deixem o ego de lado. O povo quer um país para se orgulhar, não um palanque para vaidade pessoal.
E fica o recado para a Câmara: a PEC da Responsabilidade é a régua. Quem votar contra vai ter que explicar ao seu eleitor por que escolheu o privilégio no lugar do povo.
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