Catarata: visão embaçada e dificuldade para dirigir à noite são sinais de alerta
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Por Redação CGN
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Visão embaçada que não melhora ao limpar os óculos, necessidade de mais iluminação, dificuldade para dirigir à noite e cores aparentemente menos vivas estão entre os sinais de catarata que podem aparecer com o avanço da idade. Quando essas mudanças começam a interferir em atividades do dia a dia, a recomendação é buscar avaliação oftalmológica.
A atenção às alterações visuais ganha importância diante do envelhecimento da população. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam crescimento da população idosa ao longo dos últimos anos.
No Paraná, os dados informados para esta matéria indicam que o número de moradores com 60 anos ou mais passou de aproximadamente 1,28 milhão em 2012 para 1,98 milhão em 2025.
Visão embaçada pode ser confundida com problema nos óculos
A catarata ocorre quando o cristalino, lente natural localizada dentro do olho, perde gradualmente a transparência. A alteração prejudica a passagem da luz e reduz a nitidez das imagens.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 94 milhões de pessoas tenham deficiência visual a distância ou cegueira relacionada à catarata.
Segundo a oftalmologista Letícia Cantelli Daud, do Hospital de Olhos de Cascavel e Toledo, a redução da visão não deve ser considerada automaticamente uma consequência normal do envelhecimento.
“Muitas pessoas acreditam que enxergar menos é uma consequência inevitável do envelhecimento. No entanto, quando a dificuldade começa a interferir em atividades que antes eram realizadas normalmente, é importante investigar”, explica.
Nos estágios iniciais, as alterações podem ser discretas. Um dos relatos frequentes em consultório, segundo a médica, é a impressão de que as lentes dos óculos estão sempre sujas.
“O paciente limpa os óculos várias vezes, mas o embaçamento permanece. Esse é um sinal que costuma ser ignorado porque a pessoa acredita que o problema está nas lentes ou no grau. Quando a necessidade de trocar os óculos se torna recorrente, é preciso avaliar se existe alguma alteração no cristalino”, orienta.
A redução visual também pode ser percebida indiretamente por mudanças de comportamento.
“Em muitos casos, os primeiros sinais aparecem por meio de adaptações na rotina, como aproximar o celular do rosto, aumentar o tamanho das letras, procurar ambientes mais iluminados ou deixar de realizar determinadas tarefas”, afirma.
Cirurgia substitui cristalino opaco por lente intraocular
Quando há indicação de cirurgia de catarata, o cristalino que perdeu a transparência é substituído por uma lente intraocular artificial e transparente.
A escolha da lente e a definição do tratamento consideram fatores como as características dos olhos, a condição da retina e do nervo óptico e as necessidades visuais do paciente.
“Cada caso é avaliado individualmente. O objetivo é buscar segurança e proporcionar a melhor qualidade visual ao paciente. A decisão considera os sintomas, as necessidades visuais e as condições gerais dos olhos”, esclarece Letícia Cantelli Daud.