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Vítima grave ficou coberta de tinta após lata estourar durante grave acidente na BR-277

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Vítima grave ficou coberta de tinta após lata estourar durante grave acidente na BR-277

Por Diego Cavalcante

Atualizado em

O médico do SIATE (Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência), Clederson Bitencourt, relatou a gravidade do atendimento à mulher de 54 anos que ficou presa às ferragens após um acidente de trânsito registrado no final da manhã desta terça-feira (11), na BR-277, em Cascavel.

Segundo o médico, a colisão foi considerada de alta energia e deixou a vítima em estado extremamente grave. Ela ficou presa no interior do veículo após receber o impacto diretamente na lateral do automóvel, justamente na região da porta do motorista.

“É uma colisão entre dois carros de alta energia. Em ambos os veículos, apenas uma vítima, que ficou encarcerada dentro do veículo. Uma vítima extremamente grave no local”, relatou Clederson.

Conforme o profissional, as equipes levaram aproximadamente 40 minutos para conseguir retirar a mulher do automóvel. Durante todo o período, os socorristas permaneceram acompanhando a vítima de perto e realizando os procedimentos necessários para evitar o agravamento das lesões.

“Teve um tempo aí de mais ou menos uns 40 minutos para retirar a vítima dentro do veículo. Então a vítima ficou um bom tempo ali, com múltiplos ferimentos, a gente acompanhando face a face”, explicou.

O médico destacou ainda que o impacto atingiu diretamente a porta do lado da condutora, fazendo com que ela ficasse completamente presa.

“Ela bateu bem na porta dela, com uma batida direta, e onde ela ficou totalmente presa”, afirmou.

Tinta cobriu vítima e socorristas

Outro fator que dificultou o atendimento foi o rompimento de uma lata de tinta que estava dentro do automóvel. O produto se espalhou pelo interior do veículo e atingiu completamente a vítima.

Segundo Clederson, inicialmente os socorristas não sabiam exatamente qual era o líquido que havia atingido a mulher.

“A tinta ainda voou sobre ela. Então a tinta voou sobre o teto, sobre ela ali, pintou toda ela. Então, no momento da nossa abordagem, a gente não sabia se era tinta, se era óleo do carro”, contou.

Após identificarem que se tratava de tinta, as equipes precisaram redobrar os cuidados durante o resgate.

“Ela se melecou toda de tinta, por causa da tinta que acabou caindo sobre ela. E a gente ali tentando cuidar dela e impedir que ela se lesionasse mais”, explicou o médico.

O produto também acabou atingindo os próprios socorristas durante o trabalho de retirada da vítima.

Vítima foi encaminhada em estado gravíssimo

Depois de aproximadamente 40 minutos de trabalho, a mulher foi finalmente retirada do veículo e recebeu os primeiros procedimentos para estabilização.

“Retiramos a vítima, tentando estabilizá-la no local. Ela está extremamente grave aí, com múltiplas lesões no corpo”, afirmou Clederson.

A mulher foi encaminhada ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), onde recebeu atendimento médico especializado.

Ao final do relato, o médico destacou a gravidade do quadro e fez um apelo pela recuperação da vítima.

“E torcemos para que ela sobreviva, para poder dar seguimento aí ao tratamento dela”, declarou.

As circunstâncias que provocaram a colisão ainda serão apuradas pelas autoridades.

Resumo do que aconteceu

O que aconteceu no grave acidente na BR-277 em Cascavel?
R: No final da manhã de terça-feira, 11 de agosto de 2026, um grave acidente ocorreu na rodovia BR-277, em Cascavel, quando um Fiat Argo, conduzido por Aparecida Rocha de Oliveira, perdeu o controle durante uma tentativa de ultrapassagem e colidiu violentamente com uma viatura descaracterizada da Polícia Federal que estava parada no acostamento durante uma fiscalização.
Quem foi a vítima fatal do acidente e qual era sua situação no momento da colisão?
R: A vítima fatal foi Aparecida Rocha de Oliveira, de 54 anos, que dirigia o Fiat Argo. Ela ficou presa às ferragens, sofreu múltiplas fraturas e um traumatismo cranioencefálico grave, sendo socorrida em estado gravíssimo.
Quando e onde ocorreu o acidente que resultou na morte de Aparecida Rocha de Oliveira?
R: O acidente aconteceu na manhã de terça-feira, 11 de agosto de 2026, na rodovia BR-277, em Cascavel, Paraná.
Como foi o atendimento de emergência à vítima após o acidente?
R: Equipes da EPR Iguaçu e do Corpo de Bombeiros realizaram o resgate utilizando equipamentos de desencarceramento, pois Aparecida ficou presa às ferragens. O atendimento durou cerca de 40 minutos, e a vítima foi intubada ainda no local devido à gravidade dos ferimentos antes de ser encaminhada ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP).
Havia outras pessoas feridas no acidente?
R: Não houve outros feridos. Nenhum policial federal ou pessoa próxima aos veículos parados foi atingido, apesar do risco no momento do impacto.
O que dificultou o resgate da vítima durante o acidente?
R: Durante a colisão, uma lata de tinta que estava dentro do Fiat Argo estourou, espalhando tinta pelo interior do veículo e cobrindo a vítima, o que dificultou o trabalho das equipes de resgate e atendimento.
Quais foram as lesões sofridas por Aparecida Rocha de Oliveira?
R: Aparecida sofreu múltiplas fraturas e um traumatismo cranioencefálico grave, além de uma fratura de fêmur, ficando em estado extremamente grave.
Qual foi o desfecho para a vítima após o atendimento hospitalar?
R: Aparecida Rocha de Oliveira foi encaminhada em estado grave ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) e faleceu na madrugada de quinta-feira, 13 de agosto de 2026, devido aos ferimentos.
Qual era o contexto do acidente envolvendo a Polícia Federal?
R: No momento do acidente, a Polícia Federal realizava uma fiscalização de rotina na BR-277, com uma viatura descaracterizada e outros veículos parados no acostamento, e havia pessoas próximas ao local.
O que mostram as imagens de monitoramento sobre o acidente?
R: As imagens de uma câmera de monitoramento mostram o Fiat Argo tentando realizar uma ultrapassagem, perdendo o controle, rodando na pista e colidindo violentamente com a viatura parada no acostamento, quase atingindo pessoas próximas.
O que diz a Polícia Federal sobre o acidente?
R: A Polícia Federal emitiu nota manifestando solidariedade aos familiares da vítima e informou que as circunstâncias do acidente estão sendo apuradas pelas autoridades competentes.
Por que o caso ganhou destaque na imprensa?
R: O caso ganhou destaque pela gravidade do acidente, pela morte de Aparecida Rocha de Oliveira, pela proximidade de policiais e civis que quase foram atingidos, e pelo envolvimento de uma viatura da Polícia Federal durante um procedimento oficial.
Quais procedimentos legais foram adotados após a morte da vítima?
R: Após o falecimento de Aparecida Rocha de Oliveira, seu corpo foi encaminhado ao necrotério da Polícia Civil de Cascavel para a realização dos procedimentos legais.
As causas do acidente já foram determinadas?
R: Até o momento, as autoridades ainda apuram as circunstâncias do acidente e não há uma conclusão oficial sobre o que provocou a perda de controle do veículo por parte da condutora.

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