Itaúsa tem lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões no 2tri26 de 7% em um ano
Publicado em
Por Agência Estado
A Itaúsa, holding de investimentos que integra o bloco de controle do Itaú Unibanco, registrou lucro líquido recorrente de R$ 4,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 7% em relação a igual intervalo de 2025, de acordo com balanço divulgado nesta segunda-feira, 10. No primeiro semestre, o ganho foi de R$ 8,8 bilhões, avanço anual de 12%.
O principal motor do resultado foi o desempenho do Itaú Unibanco, cuja contribuição para a holding somou R$ 4,468 bilhões entre abril e junho, crescimento de 8,5% em base anual.
Entre os investimentos não financeiros, a Alpargatas contribuiu com R$ 55 milhões, incremento de 85,7% em um ano. A Motiva gerou R$ 69 milhões, alta de 66,9%, enquanto a Copa Energia entregou R$ 102 milhões, expansão de 17,3%. A participação da Dexco foi de R$ 2 milhões, queda de 74% na comparação anual.
Na contramão, Aegea Saneamento apresentou resultado negativo de R$ 14 milhões, que representa uma elevação anual de 34,2%. Já a NTS deu um saldo negativo de R$ 68 milhões, revertendo o positivo de R$ 45 milhões em igual período de 2025.
No total, o portfólio de empresas não financeiras gerou resultado recorrente de R$ 141 milhões para a Itaúsa no trimestre em junho, recuo de 26,7% ante um ano. Já as despesas administrativas da holding somaram R$ 45 milhões no segundo trimestre, aumento de 7% em base anual.
No relatório que acompanha o balanço, o presidente da companhia, Alfredo Setubal, afirma que, apesar da gradual redução da Selic, o ambiente ainda é caracterizado por condições financeiras “restritivas, cautela de agentes econômicos e incerteza internacional”. “Mesmo diante desse contexto, seguimos executando nossa estratégia de geração sustentável de valor, apoiados pela disciplina na alocação de capital e pela gestão ativa do nosso portfólio”, ressaltou.
Ainda conforme o executivo, os números da Dexco foram pressionados pelo segmento de celulose solúvel, diante da queda no preço, além de desafios setoriais em revestimentos cerâmicos. Já a Aegea foi afetada pela piora no resultado financeiro.
“Os resultados do investimento na NTS foram impactados, em relação ao ano anterior, pela variação negativa no valor justo do ativo”, acrescentou.